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Economia

Criação de Boa Esperança do Norte altera liderança agrícola entre municípios

Sorriso cai para terceiro lugar em 2025, enquanto Sapezal assume o topo; Mato Grosso concentra cinco dos dez maiores municípios.

Criação de Boa Esperança do Norte altera liderança agrícola entre municípios
Foto: Folhapress

A criação de Boa Esperança do Norte mudou a distribuição do valor da produção agrícola entre municípios de Mato Grosso em 2025. A nova cidade foi formada a partir de áreas que pertenciam a Sorriso e Nova Ubiratã, que perderam posições no ranking nacional divulgado pelo IBGE.

Sorriso, líder por seis anos consecutivos, de 2019 a 2024, terminou 2025 na terceira colocação, com R$ 8,16 bilhões. O município teve redução de 9,3% na área plantada, mas registrou alta nominal de 13,8% no valor produzido. Conforme o IBGE, a perda de duas posições está ligada à emancipação de Boa Esperança do Norte.

A nova cidade ficou com 20% das terras antes pertencentes a Sorriso e 80% das áreas de Nova Ubiratã. Em seu primeiro ano, Boa Esperança do Norte registrou R$ 3 bilhões em produção agrícola e ficou na 25ª posição entre os municípios brasileiros.

Mudanças no ranking

Sapezal assumiu a liderança, com R$ 8,6 bilhões. O município havia ficado em terceiro lugar em 2024 e teve crescimento nominal de 46,6% no período. O algodão foi o principal produto em valor, seguido por soja e milho.

São Desidério, na Bahia, manteve a segunda posição, com R$ 8,2 bilhões. Dos dez municípios no topo da pesquisa, cinco ficam em Mato Grosso, três em Goiás e dois na Bahia. A soja foi o principal produto agrícola em nove dessas cidades.

Nova Ubiratã caiu do oitavo lugar em 2024 para o 20º em 2025. O município produziu R$ 3,5 bilhões, uma redução nominal de 23%, enquanto a área plantada recuou 42,9% na comparação entre os dois anos.

Resultado estadual

O valor da produção agrícola de Mato Grosso cresceu 37,1% no ano passado e chegou a R$ 165,6 bilhões, o equivalente a 17,9% do total brasileiro. No país, o valor alcançou R$ 927,2 bilhões em 2025, alta de 18,4% ante 2024.

A pesquisa Produção Agrícola Municipal, cuja série histórica começou em 1974, calcula o indicador pela multiplicação da quantidade colhida pelo preço médio pago aos agricultores em cada ano. Os valores não são corrigidos pela inflação.

O IBGE relacionou o resultado à ampliação da procura chinesa por soja brasileira em meio à guerra tarifária entre Estados Unidos e China. O instituto também citou o aumento da demanda por milho para a produção de ração animal e etanol. “Essa configuração de fatores, associada a um aumento da produção de grãos, fez com que o Mato Grosso mantivesse a liderança no valor da produção agrícola nacional”, disse o órgão.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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