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Economia

Comércio e Taiwan devem definir margem de negociação entre Xi e Trump

A cúpula de 24 de setembro ocorre com a China ampliando exportações e os mercados atentos à prorrogação da trégua comercial.

Comércio e Taiwan devem definir margem de negociação entre Xi e Trump
Foto: Kenny Holston/Reuters

A prorrogação da trégua comercial firmada no ano passado será o principal sinal esperado da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para 24 de setembro. O acordo evitou um grande choque na economia global, mas as expectativas de avanços amplos são moderadas.

A posição de Xi é favorecida pelo desempenho do comércio chinês. O superávit comercial global da China caminha para superar US$1 trilhão (R$ 5,11 trilhões) pelo segundo ano consecutivo. Mais da metade das cerca de 6.500 categorias de produtos vendidos pela China aos Estados Unidos até agora neste ano registrou crescimento em relação a 2025.

A economia chinesa enfrenta desaceleração da demanda interna e uma crise imobiliária prolongada. Ainda assim, a atividade exportadora permanece em expansão, movimento que economistas vêm chamando de “China Shock 2.0”. Os esforços americanos para conter remessas baratas usadas por varejistas online como Shein e Temu tiveram efeito, mas não interromperam o avanço de várias categorias de produtos.

Comércio, tecnologia e Taiwan

Scott Bessent, secretário do Departamento do Tesouro dos EUA, e He Lifeng, vice-primeiro-ministro chinês, concluíram no domingo (20), em Nova York, negociações preparatórias. Entre os possíveis entendimentos estão limites para a inteligência artificial e o comércio de produtos não sensíveis. O lado americano também propôs um mecanismo de notificação de segurança em IA.

O especialista Jon Czin, da Brookings Institution, afirmou que Xi busca preservar o acordo para ganhar tempo e fortalecer a China. Para Scott Kennedy, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), a pressão unilateral esperada pelo governo Trump não produziu concessões chinesas.

Taiwan deve estar entre os temas mais sensíveis. Trump disse que Xi perguntou repetidamente sobre a ilha em um encontro realizado em Pequim em maio, incluindo a venda de armas e a disposição de Washington de defendê-la. O presidente americano descreveu como “moeda de troca” um pacote de armas de US$14 bilhões (R$ 71,5 bilhões) ainda pendente para Taiwan.

Autoridades de Taipé e Tóquio temem que Trump use esse tema em busca de ganhos políticos antes das eleições de meio de mandato de novembro. Entre as possíveis contrapartidas estão compras chinesas de jatos da Boeing e de produtos agrícolas americanos, além de medidas contra precursores químicos do fentanil.

Irã e reação dos mercados

A guerra no Irã reduziu o índice de aprovação de Trump e aumentou a pressão para que Xi ajude a interromper o conflito. O líder chinês, porém, demonstrou pouca disposição nesse sentido. A China afirma não ter conhecimento de um esquema de evasão de sanções envolvendo mercadorias destinadas ao Irã.

As ameaças americanas de sanções secundárias contra países que negociam com Teerã ainda não foram aplicadas contra o maior parceiro comercial iraniano, segundo os analistas citados. Ruby Osman, do Instituto Tony Blair para a Mudança Global, avaliou que a estabilidade entre os dois países permite a Trump concentrar-se no Irã e a Xi fortalecer a resiliência interna chinesa.

Os mercados acionários reagiram positivamente às expectativas de extensão da trégua. Na segunda-feira (21), o índice de Xangai subiu 1%, o CSI300 avançou 0,7% e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,2%. O setor imobiliário subiu 6,9%, enquanto tecnologia, defesa e saúde também registraram alta.

A reunião de cúpula está prevista para ocorrer entre 23 e 25 de setembro. Analistas do Goldman Sachs disseram que os dois lados devem buscar estabilidade relativa, embora um acordo bilateral amplo pareça improvável.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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