A queda dos preços do petróleo e a expectativa pela reunião entre Donald Trump e Xi Jinping orientam os mercados nesta segunda-feira. Ao longo da semana, investidores também aguardam indicadores econômicos da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil, com destaque para o IPCA-15, prévia da inflação oficial do país.
Perto das 8h50, o Brent recuava 2,48%, a US$ 101,29 por barril. O West Texas Intermediate (WTI) registrava baixa de 2,40%, cotado a US$ 97,89. O movimento ocorreu depois de a China atender a um pedido da Arábia Saudita e solicitar ao Irã que limitasse ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita.
Petróleo e tensões no Oriente Médio
As tensões entre os Estados Unidos e o Irã permanecem no radar. A continuidade do conflito reduziu as expectativas de reabertura próxima do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do comércio global de petróleo antes da guerra na região.
No domingo (20), Trump disse que avaliava se “explodiria o Irã inteiro ou não”. A declaração foi dada à Fox News em meio a temores de uma retomada dos bombardeios em larga escala contra o país.
A Arábia Saudita informou na semana passada que ofereceria cargas adicionais por rotas alternativas e buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, interrompida após ataques de drones. As informações ajudaram a reduzir as preocupações com a oferta global.
Agenda da semana
A cúpula entre Trump e Xi está prevista para quinta-feira. A expectativa é que os presidentes indiquem uma prorrogação da trégua comercial firmada no ano passado. Questões relacionadas a Taiwan também podem ser discutidas.
O IPCA-15 deve ser divulgado na sexta-feira. A agenda inclui ainda a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade dos Estados Unidos e da Europa.
No cenário político, o quadro fiscal continua em observação após o governo anunciar, na semana passada, reajuste de 15% no Bolsa Família. Economistas receberam a medida com ressalvas e alertaram para possíveis efeitos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos.
Na Ásia, o SSEC subiu 1,0%; o CSI300 avançou 0,7%; e o Hang Seng ganhou 1,2%. O Kospi valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei permaneceu fechado.


