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Internacional

Acordo autoriza novas áreas militares dos EUA na Groenlândia sem mudar soberania

Pacto entre Washington, Copenhague e Nuuk amplia a presença americana, mas reafirma o controle dinamarquês e a autodeterminação groenlandesa.

Acordo autoriza novas áreas militares dos EUA na Groenlândia sem mudar soberania
Foto: Brendan Smialowski/AFP

O acordo firmado nesta terça-feira (22) entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia autoriza a criação de novas áreas de defesa e o reforço de operações e instalações militares americanas no território ártico. O documento, anunciado na sexta (18), mantém a soberania dinamarquesa e o direito à autodeterminação da população groenlandesa.

A expansão deverá ocorrer em dois locais usados durante a Guerra Fria: o aeródromo de Narsarsuaq e Mestersvig, onde atua a força permanente dinamarquesa que realiza patrulhas com trenós puxados por cachorros. Os Estados Unidos já mantêm a Base Espacial de Pituffik, no norte da Groenlândia.

O entendimento também impede a presença militar de países que não integrem a Otan, aliança liderada pelos Estados Unidos e da qual a Dinamarca faz parte. As condições previstas são semelhantes às estabelecidas em 1951, quando a ilha chegou a abrigar 17 bases americanas durante a Guerra Fria.

Donald Trump apresentou o pacto como uma vitória estratégica, embora não tenha obtido o controle da Groenlândia, objetivo que repetiu desde o início de seu segundo mandato. Antes da assinatura, em discurso na Assembleia-Geral da ONU, o presidente americano afirmou que os groenlandeses haviam pedido proteção dos Estados Unidos e citou duas novas bases militares no território.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, obteve a inclusão de trechos que reafirmam a soberania e a integridade territorial do reino. O premiê groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, também apoiou o acordo e defendeu a importância da Otan para a segurança do Ártico. “A Otan importa, ela é vital também no Ártico. Sua segurança é nossa segurança”, afirmou.

A disputa em torno da ilha começou antes da posse de Trump pela segunda vez, em janeiro de 2025. O presidente alternou propostas de negociação para comprar a região semiautônoma do Reino da Dinamarca com sugestões de tomada militar. Nenhuma das duas alternativas avançou, e as partes chegaram ao acordo firmado nesta terça-feira.

A Groenlândia é considerada estratégica por sua posição entre a América do Norte, o Ártico e o Atlântico Norte. A região abriga componentes do sistema de alerta antecipado de proteção da América do Norte e fica próxima de rotas usadas por navios de guerra e submarinos russos. A China também utiliza a área, principalmente para fins comerciais.

O Kremlin afirmou nesta terça-feira que os termos do acordo interessam apenas aos participantes. A ilha tem 57 mil habitantes e também concentra recursos minerais como terras raras pesadas, petróleo, tungstênio e ferro.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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