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Internacional

Pacto prevê presença militar ampliada dos EUA na Groenlândia

Acordo anunciado por Donald Trump ainda depende de aprovação parlamentar e será assinado pelos três governos na ONU.

Pacto prevê presença militar ampliada dos EUA na Groenlândia
Foto: Divulgação/Força Aérea dos EUA

O acordo anunciado por Donald Trump para ampliar a responsabilidade militar dos Estados Unidos sobre a Groenlândia ainda depende de medidas parlamentares na Dinamarca e no território. A assinatura pelos três governos está prevista para a Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas, na semana que vem, em Nova York, nos Estados Unidos, informou o gabinete da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

Poucos detalhes do pacto foram divulgados. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que o texto impede a instalação de bases que não sejam da Otan, restringe investimentos de adversários na região e busca impedir que China e Rússia estabeleçam bases na ilha.

Reações na Dinamarca e na Groenlândia

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, disse que o objetivo é substituir o período de incerteza por um acordo vinculativo sobre a segurança no Ártico e no Atlântico Norte, preservando as linhas vermelhas do Reino.

O líder do governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o entendimento favorece a segurança coletiva e o desenvolvimento do território. O ministro das Relações Exteriores groenlandês, Múte B. Egede, declarou estar satisfeito com a possibilidade de um resultado concreto. “Levou algum tempo”, disse à TV2.

O ativista Orla Joelsen, defensor da soberania local, afirmou na rede social X que a oposição à intenção de Trump de tomar a Groenlândia havia sido vitoriosa. Ele acrescentou que o acordo reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca e o direito dos groenlandeses à autodeterminação.

Alcance militar do acordo

Na sexta-feira (18), Trump disse que os Estados Unidos assumiriam “para sempre” a responsabilidade militar pela Groenlândia, enquanto a ilha permaneceria sob controle dinamarquês. O presidente também afirmou que os EUA começariam imediatamente a desenvolver uma presença militar maior no território, que é rico em minerais.

Dinamarca e Estados Unidos já mantêm um acordo de segurança que permite a presença de forças americanas na Groenlândia. Ainda não está claro como o novo pacto se diferencia do anterior. Dinamarca e Groenlândia também não confirmaram os detalhes apresentados por Trump nem divulgaram o conteúdo completo, incluindo os direitos e as obrigações das partes.

Os EUA operam a Base Espacial de Pituffik, no noroeste da Groenlândia. A instalação apoia operações de alerta e defesa contra mísseis e atividades de vigilância espacial para os Estados Unidos e a Otan. Ela foi construída depois do Tratado de Defesa da Groenlândia, assinado entre os dois países em 1951.

A Groenlândia tem cerca de 56 mil habitantes. Ao longo deste ano, Dinamarca e Groenlândia afirmaram que o território não estava à venda e rejeitaram informações sobre coleta de inteligência americana na ilha. A pressão dos Estados Unidos também encontrou oposição da Rússia e de parte da Europa.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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