São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Internacional

Relatório da Anistia cobra Justiça internacional por repressão no Irã

Organização responsabiliza 87 autoridades por ações contra os protestos de 2022 e identifica 377 mortos entre manifestantes e testemunhas.

Relatório da Anistia cobra Justiça internacional por repressão no Irã

A Anistia Internacional pediu à Assembleia Geral da ONU a criação de um mecanismo internacional de justiça penal para processar os principais responsáveis pela repressão aos protestos realizados no Irã em 2022. A organização afirma que 87 autoridades nacionais e regionais participaram da cadeia de comando das ações e devem ser levadas à Justiça internacional.

Em relatório divulgado nesta quarta, a entidade classificou os atos das autoridades iranianas como crimes contra a humanidade. A análise trata do movimento iniciado em setembro de 2022 sob o lema “Mulher, Vida, Liberdade”.

A organização identificou 377 manifestantes e testemunhas presenciais, incluindo 56 menores de idade, que morreram durante os protestos. Segundo a Anistia, pelo menos 326 foram mortos pelas forças de segurança.

Entre as vítimas está Minoo Majidi, de 62 anos. Ela foi atingida por esferas de metal durante uma manifestação em Kermanshah, no oeste do Irã, em setembro de 2022. Sua filha, Mahsa Piraei, que vive fora do Irã, afirmou: “Eles a mataram na rua. Ela havia saído às ruas para pedir mudança, para gritar ‘liberdade’”.

A secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, disse que as evidências reunidas no relatório demonstram a prática de crimes contra a humanidade para sufocar o levante de 2022.

Os protestos foram os maiores registrados no Irã em anos, até uma nova onda de manifestações no início de 2026. Os atos foram desencadeados pelo aumento do custo de vida e chegaram ao ápice nas noites de 8 e 9 de janeiro. No relatório, a Anistia afirma que a repressão de 2026 foi “ainda mais letal e de uma magnitude ainda mais estarrecedora” do que a registrada em 2022.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.