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Internacional

Caso Amia: juiz argentino bloqueia bens e acusa oito suspeitos

Daniel Rafecas acusou sete iranianos e um libanês pelo atentado de 1994 e fixou bloqueio de US$ 500 milhões para cada réu.

Caso Amia: juiz argentino bloqueia bens e acusa oito suspeitos
Foto: AFP

O juiz argentino Daniel Rafecas determinou o bloqueio de bens no valor de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) para cada um dos oito acusados pelo atentado contra a associação judaica Amia. A decisão foi tomada na segunda-feira (21), quando sete iranianos e um libanês foram formalmente acusados por suposta participação no ataque.

Rafecas excluiu outros dois acusados do processo por falta de provas. A defesa dos réus ainda pode recorrer, e outras etapas deverão ser cumpridas antes de um eventual julgamento oral. “Ainda falta todo um trâmite”, afirmou o juiz.

Acusação contra autoridades iranianas

Os acusados ocupavam altos cargos no Estado iraniano na época do atentado ou integravam o Hezbollah. Entre eles estão Ahmad Vahidi, então chefe da Guarda Revolucionária do Irã e comandante da Força Quds; Ali Fallahijan, que era ministro da Inteligência; Ali Velayati, ex-ministro das Relações Exteriores; e Hadi Soleimanpour, ex-embaixador iraniano na Argentina.

Em seu comunicado, Rafecas afirmou que a decisão de realizar o ataque foi tomada em agosto de 1993 pelas mais altas instâncias do regime iraniano e que a execução foi confiada ao Hezbollah. O magistrado classificou o atentado como “um crime contra a humanidade, bem como genocídio nos termos do direito internacional”.

O ataque ocorreu em 18 de julho de 1994. Uma van carregada com explosivos foi lançada contra o prédio da Amia, em Buenos Aires, deixando 85 mortos e 300 feridos.

Julgamento sem presença dos réus

Em 2025, a Justiça autorizou a possibilidade de levar os responsáveis a julgamento sem a presença deles. A lei, aprovada durante o governo do presidente Javier Milei, permite que o processo continue apesar de os acusados estarem foragidos, com direito a defensor e manutenção das garantias do devido processo legal.

Milei celebrou a decisão nas redes sociais com a frase “A moral como política de Estado”, ao citar uma publicação do ministro da Justiça. O presidente é aliado do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu, que atribui o atentado ao Irã.

Rafecas também apontou uma possível ligação com o ataque à Embaixada de Israel em Buenos Aires, ocorrido dois anos antes e que deixou 22 mortos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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