A CNN foi impedida de embarcar no Air Force One durante a viagem de Donald Trump ao Tennessee, apesar de uma decisão judicial que determinou a retomada do acesso da emissora à Casa Branca. A ida do presidente ocorre em uma agenda oficial.
Nos Estados Unidos, jornalistas responsáveis pela cobertura presidencial costumam viajar na mesma aeronave que o chefe do Executivo. Em voos mais longos, Trump geralmente responde a perguntas da imprensa durante o trajeto.
A CNN, a MS Now e o site Politico haviam sido barrados na Casa Branca na semana passada. Na quinta-feira (24), um juiz federal ordenou que o governo Trump restabelecesse o acesso dos três veículos ao Executivo.
As empresas entraram com uma ação na Justiça federal em Washington na segunda-feira. Elas afirmaram que a restrição violava as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, relacionadas à liberdade de expressão e de imprensa, além do direito ao devido processo legal. Também pediram uma ordem temporária para recuperar imediatamente o acesso enquanto o caso estivesse em análise. O pedido foi atendido na última quinta-feira.
A Fox News participou do boicote, embora seja considerada aliada de Trump. Bryan Boughton, chefe da emissora em Washington, apoiou a medida em um comunicado. Mais tarde, a Fox News assinou uma manifestação conjunta de cinco emissoras contra a restrição. O documento afirmou: “Nenhuma administração deve restringir uma organização de notícias por discordar de suas reportagens”.


