O papa Leão afirmou nesta quarta-feira (16) que o diálogo entre judeus e cristãos foi prejudicado pelas diferentes interpretações sobre a violência em curso no Oriente Médio, mas não foi interrompido.
A declaração consta de um decreto aprovado pelo pontífice para marcar 60 anos de esforços da Igreja Católica em favor do diálogo inter-religioso. O documento afirma que os conflitos ocorridos na região nos últimos anos deixaram efeitos sobre as relações entre as duas tradições religiosas.
“Muitos canais de comunicação foram prejudicados”, diz o decreto, elaborado por órgãos do Vaticano. O texto, porém, sustenta que as bases construídas ao longo de décadas de iniciativas conjuntas continuaram preservadas.
O documento também reafirma as condenações da Igreja Católica ao antissemitismo e à islamofobia. Ao tratar da continuidade do diálogo, o decreto afirma que os fundamentos estabelecidos entre os fiéis permitem e exigem a manutenção dos esforços.


