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Internacional

De Lima a Madri, disputas de aura ganham espaço fora da internet

Competições criadas no Brasil reúnem jovens em cidades latino-americanas, mas também enfrentam restrições de autoridades.

De Lima a Madri, disputas de aura ganham espaço fora da internet

As disputas de “aura” deixaram as redes sociais e passaram a ocupar praias, praças e monumentos em cidades da América Latina. Em Buenos Aires, dezenas de pessoas participaram de uma competição diante do Obelisco. A tendência também chegou a Madri, Burgos e Saragoça, na Espanha.

A prática foi criada no Brasil e passou a ser conhecida em outros países por meio da internet. Eventos recentes foram realizados no México, na Argentina, na Venezuela e no Equador. Em Lima, dezenas de jovens se reuniram no fim de agosto para dançar, fazer poses e apresentar movimentos criativos.

Dança, fantasia e aplausos

Os participantes podem usar fantasias de personagens de histórias em quadrinhos ou filmes de animação. A disputa funciona como uma batalha de dança: quem provoca os gritos mais altos e apresenta os movimentos mais criativos avança para a rodada seguinte.

Em uma das apresentações, um competidor vestido de Homem-Aranha fez cambalhotas e flexões ao som de música techno. Outro saltou em uma perna só enquanto lançava a outra para a frente, em um movimento associado aos videogames. Também houve participantes que imitaram a comemoração de gol de Cristiano Ronaldo, com os braços estendidos para baixo e o som “siuu”.

Para María Paula Martínez, professora da Faculdade de Artes da Universidade de Los Andes, a prática não busca popularidade, mas a transmissão de boas vibrações e o reconhecimento dos outros. O conceito se relaciona à ideia de aura como um campo de energia que envolve as pessoas.

Fernando Lícito, criador de conteúdo peruano de 25 anos, afirmou que os competidores não se tocam nem trocam insultos. Ele disse ter visto em junho um vídeo de uma competição no Brasil e levado a ideia ao Peru, onde organizou três batalhas.

Reações diferentes

A expansão da tendência não ocorreu sem restrições. No bairro de Miraflores, em Lima, autoridades cancelaram um evento porque os organizadores não tinham as licenças necessárias para usar um espaço público.

Em julho, o prefeito de Cuiabá negou autorização para um torneio, alegando que a atividade não atendia ao interesse público. O evento foi transferido para um campus universitário. Na Costa Rica, o Ministério da Educação proibiu as batalhas em escolas públicas por considerar que elas poderiam gerar conflitos entre alunos ou prejudicar o aprendizado.

No México, o secretário de Educação divulgou um vídeo em que aparece sorrindo e afirma estar “cultivando uma boa educação”, enquanto o país se preparava para o novo ano letivo.

Liam González, estudante de cinema de 20 anos que participou fantasiado de Shrek, definiu a prática como uma forma de deixar a essência fluir diante de outras pessoas sem vergonha. Gonzalo Cornelio, de 19 anos, compareceu vestido como Nicolás Maduro, usando um agasalho cinza semelhante ao associado ao ex-presidente venezuelano na noite em que foi capturado pelos militares dos EUA.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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