A partida do avião de Volodymyr Zelensky da Moldávia foi atrasada depois que o espaço aéreo do país foi fechado pela identificação de um drone russo. A aeronave só recebeu autorização para decolar após a confirmação da queda do equipamento, segundo as autoridades moldavas.
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, afirmou que o avião quase foi atingido durante a decolagem. “O avião dele quase foi atingido por um drone quando estava decolando da Moldávia”, disse.
Zelensky viajou a Oslo para participar, na terça-feira (8), do funeral do rei Harald V. Ele chegou ao Hotel Plaza, no centro da capital norueguesa, por volta das 21h e manteve a agenda prevista. O ucraniano se reuniu com Støre na terça-feira e novamente na manhã desta quarta-feira.
Støre relatou que perguntou a Zelensky como havia sido a noite. O presidente ucraniano respondeu que não tinha sido boa porque passou o período ao telefone, acompanhando informações sobre os locais atingidos por mísseis.
Pressão contra Moscou
Nesta quarta-feira, Zelensky criticou a resposta internacional à intensificação dos ataques russos contra áreas civis da Ucrânia. Ele pediu que os países ampliem a pressão sobre Moscou, afirmando que as sanções econômicas e as tentativas de isolamento diplomático não impediram a invasão.
“Infelizmente, a resposta da comunidade internacional a esses ataques, que ceifam vidas praticamente todos os dias, tem sido insuficiente”, escreveu Zelensky nas redes sociais. Ele também disse que Moscou não deve acreditar que pode promover ataques com mísseis e drones sem sofrer consequências.
No final de agosto, a Rússia realizou uma semana de ataques noturnos e diurnos contra Kiev. Segundo autoridades ucranianas, os bombardeios continuaram neste mês e têm como objetivo minar o moral da população civil. Moscou nega atacar civis e afirma que suas operações atingem instalações militares.
As Nações Unidas informaram no mês passado que os ataques aéreos russos mataram ou feriram mais civis ucranianos em julho do que em qualquer outro mês desde março de 2022: foram 437 mortos e mais de 2.600 feridos.
Desde a invasão russa, mais de 16.800 civis ucranianos foram mortos e mais de 51.000 ficaram feridos, de acordo com a Missão de Monitoramento de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia.
Os Estados Unidos enviaram enviados especiais a Kiev e Moscou durante o fim de semana para tentar encerrar o conflito. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse na noite de terça-feira que as negociações foram “substantivas”, mas ainda exigem trabalho.


