São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Internacional

EUA deixam Brasil fora de saudações pelo segundo ano seguido

Departamento de Estado parabenizou mais de 180 países nos últimos 12 meses, mas não publicou nota pelo Dia da Independência do Brasil.

EUA deixam Brasil fora de saudações pelo segundo ano seguido
Foto: Gui Sousa/g1

O Departamento de Estado dos Estados Unidos não publicou, pelo segundo ano consecutivo, uma mensagem de felicitação ao Brasil pelo Dia da Independência, celebrado na segunda-feira (7). Nos últimos 12 meses, o governo americano divulgou saudações a governos ou povos de mais de 180 países.

Além do Brasil, ficaram fora da lista Afeganistão, Coreia do Norte, Etiópia, Guiné, Irã, Líbia, Santa Lúcia, Síria e Sudão. O período considerado vai de 10 de setembro de 2025 a esta quarta-feira (9).

A última mensagem americana destinada ao Brasil foi publicada em 2024, durante o governo de Joe Biden. Na ocasião, o então secretário de Estado, Antony Blinken, enviou saudações ao povo brasileiro e mencionou o fortalecimento dos laços e dos valores democráticos compartilhados pelos dois países.

A prática do Departamento de Estado é divulgar notas sobre o chamado Dia Nacional, que pode corresponder a uma data de independência ou à celebração de uma padroeira. No último ano, o governo de Donald Trump também publicou mensagens para países com relações conturbadas, como Rússia, China e Venezuela.

Na terça-feira (8), os Estados Unidos parabenizaram Andorra pelo Dia de Nossa Senhora de Meritxell, padroeira do país. A nota foi assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que reafirmou a parceria com o Principado.

Relações entre Brasil e Estados Unidos

A relação bilateral começou a se deteriorar em julho do ano passado, quando Trump anunciou tarifas sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. Negociações posteriores reduziram as tensões, e, no fim de 2025, o governo americano diminuiu tarifas e retirou algumas sanções contra autoridades brasileiras.

Luiz Inácio Lula da Silva e Trump se encontraram duas vezes. O presidente brasileiro esteve em Washington em 7 de maio para uma reunião com o líder americano, que chegou a elogiar Lula.

O relacionamento voltou a se desgastar no fim de maio, quando os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão foi anunciada depois que o governo Trump afirmou que o Brasil adotava práticas que oneravam ou restringiam o comércio bilateral, citando o PIX e a regulação de plataformas digitais.

Dois dias depois, os Estados Unidos confirmaram uma tarifa de 12,5% contra o Brasil e dezenas de outros países. A justificativa apresentada foi a existência de práticas comerciais desleais relacionadas à falta de combate ao trabalho forçado.

Em agosto, o Departamento de Estado revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington. O governo americano vinculou a medida à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para Daniel Perez, indicado em junho ao cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

Perez afirmou, em entrevista no fim do mês passado, que não participará das eleições presidenciais de outubro. Também disse que pretende trabalhar por um acordo comercial benéfico para os dois países.

Há exceções no levantamento. Não foi localizado comunicado do Departamento de Estado para Bahamas, Iêmen, Israel e Tunísia, embora as embaixadas americanas nesses países tenham publicado mensagens nas redes sociais. No caso de Cuba, Marco Rubio divulgou uma nota e um vídeo dirigidos ao povo cubano, reiterando o apoio dos Estados Unidos à busca por liberdade, dignidade e autodeterminação.

Sobre a Líbia, houve informação na imprensa local de que Trump teria enviado uma carta ao presidente Mohamed Menfi pelo aniversário da independência. Não foram encontradas manifestações públicas do governo americano sobre a data.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.