FORT HOOD — O ex-major do Exército dos Estados Unidos Nidal Hasan será executado por fuzilamento em Fort Hood, no Texas, no dia 3 de dezembro. A execução, caso avance após as revisões previstas na legislação militar, será a primeira desse tipo nas Forças Armadas americanas desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Hasan matou 13 soldados americanos desarmados em 5 de novembro de 2009 e feriu outros 32. O ataque ocorreu em um prédio médico lotado de Fort Hood, onde militares recém-deslocados aguardavam exames e vacinas. O episódio foi o ataque não relacionado a combate mais letal já sofrido por uma base militar dos Estados Unidos.
Julgamento e condenação
Psiquiatra do Exército americano da Virgínia, Hasan admitiu em tribunal que era o atirador e pediu desculpas por “quaisquer erros”. Durante o julgamento militar, em 2013, afirmou acreditar que estava protegendo muçulmanos e o Talibã no Afeganistão.
A decisão sobre a execução foi anunciada pelo Pentágono. O porta-voz Sean Parnell informou nas redes sociais que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia recomendado a medida e que o presidente Donald Trump a aprovou. “Chegou finalmente o dia do julgamento de Hasan”, escreveu Parnell.
Hasan está entre os quatro detentos no corredor da morte das Forças Armadas dos Estados Unidos. Pela lei militar, uma execução precisa da aprovação presidencial, além de uma revisão em segunda instância e de uma decisão final sobre sua legalidade.
Pena de morte militar
Em 1983, o Tribunal de Apelações das Forças Armadas dos Estados Unidos considerou a pena de morte militar inconstitucional. A medida foi restabelecida no ano seguinte por uma ordem executiva do então presidente Ronald Reagan.
As execuções militares seguem regras diferentes das realizadas pelos Estados. A pena capital continua legalmente disponível em 27 Estados, nas Forças Armadas e no governo federal. O fuzilamento é incomum: no ano passado, houve uma execução por esse método na Carolina do Sul, a primeira no Estado e a primeira nos Estados Unidos em 15 anos. Idaho, Mississippi, Oklahoma e Utah também permitem pelotões de fuzilamento.
Trump defende a pena de morte. Em janeiro de 2025, no primeiro dia de seu segundo mandato, assinou uma ordem executiva para retomar seu uso em casos julgados pelo governo federal. Durante o governo de Joe Biden, o Departamento de Justiça havia suspendido as execuções de condenados à morte em processos federais.


