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Internacional

Exercício britânico nas Malvinas inclui marcha de 32 quilômetros e desembarque anfíbio

Mais de 100 militares participaram de treinamento de seis dias, enquanto Londres reage a novas declarações do governo argentino.

Exercício britânico nas Malvinas inclui marcha de 32 quilômetros e desembarque anfíbio
Foto: Reprodução/Google Maps

Uma marcha noturna de aproximadamente 32 quilômetros e um desembarque de tropas pelo mar fizeram parte de um exercício militar britânico nas Ilhas Malvinas. A atividade reuniu mais de 100 soldados do Reino Unido e reservistas locais durante seis dias, no início de outubro.

O treinamento reproduziu situações semelhantes às enfrentadas pelas forças britânicas na guerra de 1982. O major Nunkoosing, comandante da companhia envolvida, afirmou que o exercício ajudou os militares a compreender os desafios vividos pelas tropas durante o conflito.

A atividade ocorreu em meio à disputa de soberania entre Reino Unido e Argentina sobre o arquipélago no Atlântico Sul. O presidente argentino, Javier Milei, voltou a classificar a presença britânica como “ocupação estrangeira ilegal” e disse que pretende adotar medidas para avançar na reivindicação argentina.

Milei também afirmou que planeja impor sanções ligadas à exploração de petróleo na região e ameaçou apresentar acusações criminais contra uma empresa israelense do setor energético que atua nas proximidades das ilhas.

Reações do governo britânico

Nesta terça-feira (13), a ministra britânica das Relações Exteriores, Uma Kumaran, criticou declarações de Milei e do chanceler argentino, Pablo Quirno. Ela disse que as manifestações dos dois representantes se tornaram cada vez mais agressivas.

Kumaran afirmou que o Reino Unido responderá a eventuais tentativas argentinas de impor medidas fora de sua jurisdição contra empresas que operam na região. Segundo a ministra, iniciativas desse tipo prejudicam a segurança jurídica e a confiança internacional na Argentina como parceira econômica.

Ela acrescentou que o governo britânico poderá adotar novas medidas se a tensão continuar. A resposta, disse, será legal, proporcional e firme, sem intenção de confronto com o governo argentino ou com a população do país.

Na segunda-feira (12), Andy Burnham, primeiro-ministro do Reino Unido, abriu uma investigação sobre relatos de assédio e intimidação contra moradores das Malvinas atribuídos à Argentina. Um porta-voz do governo britânico afirmou que essas tentativas são inaceitáveis e reiterou o apoio aos habitantes e ao direito de decidirem o próprio futuro.

A guerra de 1982 começou após a invasão das ilhas por tropas argentinas. O Reino Unido enviou forças para recuperar o território, e o conflito terminou com a rendição argentina. Cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos morreram.

Em 2013, um referendo registrou apoio de 99,8% dos votantes à permanência das Malvinas como território britânico ultramarino; apenas três votos foram contrários. Durante a Copa do Mundo deste ano, nos EUA, a seleção argentina exibiu uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas” depois de eliminar a Inglaterra na semifinal.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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