RIAD — Os houthis emitiram neste domingo (11) uma nova ameaça ao espaço aéreo da Arábia Saudita, um dia depois de um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, deixar 12 mortos e ao menos 309 feridos. As operações no local foram suspensas temporariamente, sem previsão divulgada para a retomada dos voos.
O grupo afirmou que companhias aéreas, funcionários e passageiros não deveriam utilizar os aeroportos e o espaço aéreo saudita. Em uma publicação na rede social X, os houthis disseram: "Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e passageiros para que não utilizem os aeroportos e o espaço aéreo saudita, pois estão vulneráveis a ataques e se tornaram um teatro de operações de nossas forças".
Os aeroportos de Meca e Medina foram excluídos da ameaça. O ataque de sábado foi o terceiro contra o aeroporto de Riad em uma semana e é apontado como o episódio mais letal desse tipo em mais de uma década.
Vítimas e novos ataques
As pessoas mortas tinham diferentes nacionalidades: quatro eram sauditas, duas eram bengalesas, e as demais eram dos Estados Unidos, da Jordânia, da Palestina, da Síria, do Sudão e do Egito. A autoridade de aviação civil saudita informou que avalia os danos e as condições de segurança antes da reabertura.
As duas ofensivas anteriores contra o aeroporto, no início da semana, mataram quatro pessoas e danificaram um avião comercial saudita estacionado. A coalizão liderada pela Arábia Saudita também informou que um projétil caiu perto do Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Província Oriental, no sábado. No domingo, a aliança declarou ter interceptado um drone na mesma região.
O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen, controlado pelos houthis, ameaçou intensificar a resposta caso continuem as operações sauditas em território iemenita. A pasta afirmou que seguirá o princípio da reciprocidade e declarou: "A menos que o inimigo saudita cesse sua agressão e sua interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser".
No sábado, Donald Trump disse que os Estados Unidos avaliam participar dos ataques sauditas contra os houthis. O presidente americano classificou o episódio na Arábia Saudita como inaceitável. Os confrontos ocorrem após o aumento da participação militar saudita no Iêmen e a tomada, pelos houthis, de áreas estratégicas ao longo da costa do mar Vermelho no mês passado.


