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Internacional

Diagnóstico de Leão XIV retoma episódio de febre tifoide vivido em 1985

Papa foi submetido à retirada de parte do pulmão direito após diagnóstico de adenocarcinoma; Vaticano aguarda exames para definir o tratamento.

Diagnóstico de Leão XIV retoma episódio de febre tifoide vivido em 1985
Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

A experiência de Leão XIV com uma doença grave remonta a 1985, quando o então jovem padre missionário contraiu febre tifoide pouco depois de chegar a Chulucanas, no Peru. O episódio foi descrito pelo pontífice como um momento decisivo em sua trajetória religiosa.

Em entrevista concedida a Elise Ann Allen em 2025 para a biografia “Papa Leão XIV: A Biografia”, o papa relatou que pediu a Deus para morrer em vez de continuar suportando a dor provocada pela febre. “Eu estava no soro e disse: ‘Se esse é o seu senso de humor, Senhor, acho que poderia fazer um pouco melhor.’”

Leão afirmou que se recuperou e passou a interpretar a doença como uma ocasião para compreender melhor as necessidades da comunidade em que estava. “Obviamente, sobrevivi; me recuperei, mas acabou sendo um momento muito significativo para mim”, disse.

Diagnóstico e cirurgia

O Vaticano informou nesta terça-feira (13) que o pontífice recebeu o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer no pulmão. Durante o procedimento, foi retirada a parte inferior do pulmão direito, onde estava o tumor.

A cirurgia levou cerca de 90 minutos, foi concluída sem complicações e exigiu anestesia geral. Leão XIV acordou normalmente e voltou ao quarto do hospital, onde permanece em recuperação. Acredita-se que esta seja a segunda internação do pontífice, que tem 71 anos e é conhecido por jogar tênis semanalmente e nadar.

O boletim médico mencionou a remoção “radical” do lobo, indicando que todo o tecido suspeito foi retirado. Os linfonodos também teriam sido removidos e analisados para verificar se o câncer havia se espalhado, mas os resultados ainda não foram divulgados. Uma biópsia foi realizada na lesão depois da retirada.

O Vaticano ainda não informou quais serão as próximas etapas. Os médicos aguardam outros exames e, por enquanto, não mencionam quimioterapia ou outras terapias.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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