O governo do Líbano pediu aos Estados Unidos e à comunidade internacional que intervenham após ataques israelenses que, segundo o gabinete do presidente Joseph Aoun, destruíram um hospital e danificaram um prédio do Ministério das Finanças. A presidência classificou a operação como uma “escalada perigosa” e atribuiu a Israel a responsabilidade pelo episódio.
Os bombardeios ocorreram neste domingo (6) no sul do país e mataram sete pessoas, entre elas duas mulheres, informou o Ministério da Saúde libanês. Outras 20 ficaram feridas, incluindo várias mulheres e três crianças.
Áreas atingidas
Dois homens morreram em uma cidade próxima à região ocupada por tropas israelenses. Em Arab Salim, ao norte dessa área, duas mulheres foram mortas. Um ataque contra um estacionamento nas proximidades de Nabatieh deixou mais três mortos.
O gabinete de Aoun afirmou que os alvos eram administrações exclusivamente civis e centros de saúde. Em nota, disse que o presidente pediu medidas imediatas para interromper as violações e responsabilizar os autores.
Israel declarou que os bombardeios foram uma retaliação a uma ofensiva de drones do Hezbollah contra áreas ocupadas por suas tropas. O Exército israelense afirmou que atingiu instalações de armazenamento de armas do grupo e um centro de comando localizado em um edifício usado anteriormente como hospital. Segundo os militares, foram empregadas munições de precisão e vigilância aérea para reduzir os danos à população civil.
Às 6h do horário local, os militares haviam divulgado pela internet um aviso para que moradores deixassem áreas próximas a um edifício de Arab Salim. Israel disse que o imóvel seria atacado por estar sendo utilizado pelo Hezbollah. Essa foi a segunda ordem de retirada emitida desde o anúncio do cessar-fogo em junho.
Histórico recente
A primeira ordem de evacuação pela internet ocorreu em 5 de agosto, para moradores de Mansouri, perto de Tiro. Israel também havia lançado panfletos sobre a vila uma semana depois do início do cessar-fogo, orientando a população a sair antes dos ataques.
Na sexta-feira (4), ataques israelenses no sul do Líbano mataram quatro pessoas e feriram 23, de acordo com o Ministério da Saúde. Não houve alertas de evacuação, e Israel afirmou que os alvos eram depósitos de armas do Hezbollah.
No sábado (5), o Hezbollah declarou que a continuidade da ofensiva buscava pressionar o governo libanês, que participa de negociações diretas com Israel mediadas pelos Estados Unidos. O grupo, apoiado pelo Irã, rejeitou essas conversas.



