São Paulo, Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
Notícia com critério
Internacional

Navi Pillay recebe Nobel da Paz de 2026 por defesa do direito internacional

Jurista sul-africana foi reconhecida por responsabilizar Estados e líderes e por sua atuação em processos internacionais.

Navi Pillay recebe Nobel da Paz de 2026 por defesa do direito internacional
Foto: Reuters

O comitê norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira (9) que Navanethem “Navi” Pillay é a vencedora do Nobel da Paz de 2026. A jurista sul-africana, de origem indiana, foi reconhecida por seus esforços em favor da paz e do direito internacional.

Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional e Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos. O comitê afirmou que ela responsabilizou Estados e líderes nacionais por suas ações, levou esperança a vítimas de violência e conflitos e manteve uma orientação moral ao longo da carreira.

A premiação ocorre após a atuação de uma comissão da ONU liderada por Pillay na investigação da guerra na Faixa de Gaza. No ano passado, o grupo concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos. O relatório também acusou Israel e o Hamas de crimes de guerra e apontou autoridades israelenses de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, por incitar atos destinados a “destruir os palestinos” que vivem no território.

Israel, que não cooperou com a investigação, rejeitou o documento e classificou as acusações como falsas. Tel Aviv também condenou o relatório. A comissão examinou o ataque terrorista do 7 de Outubro, que deu início à guerra, a retaliação israelense na Faixa de Gaza e as ações na Cisjordânia ocupada.

O comitê do Nobel declarou que não toma posição sobre a caracterização da campanha militar israelense em Gaza como genocídio. Na justificativa do prêmio, destacou a importância de preservar uma ordem internacional organizada e afirmou que o sistema de direito internacional está sob forte pressão.

Nascida em 23 de setembro de 1941, Pillay abriu seu próprio escritório de advocacia em 1967. Durante o apartheid, defendeu ativistas de organizações como o Movimento da Consciência Negra e o próprio marido, preso sob a Lei de Terrorismo.

Depois do fim do apartheid, foi juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda entre 1995-2003 e presidiu a corte nos últimos quatro anos. Ela participou do julgamento de Jean-Paul Akayesu, que estabeleceu que estupro e violência sexual podem constituir atos de genocídio.

Na África do Sul, Pillay ajudou a incluir na Constituição uma cláusula de igualdade que proíbe discriminação por raça, gênero, religião e orientação sexual. Também cofundou a Equality Now, organização internacional voltada aos direitos das mulheres.

O comitê informou que 287 candidatos foram indicados ao prêmio neste ano: 208 indivíduos e 79 organizações. Os nomes dos candidatos e de quem os indicou permanecem em sigilo por 50 anos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.