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Internacional

Nobel a Navi Pillay coincide com novas sanções dos EUA contra o TPI

Medidas anunciadas por Marco Rubio atingem o Tribunal Penal Internacional como instituição e podem afetar bancos e fornecedores.

Nobel a Navi Pillay coincide com novas sanções dos EUA contra o TPI
Foto: Reuters

O governo de Donald Trump anunciou novas sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), desta vez dirigidas à própria instituição. O secretário de Estado, Marco Rubio, comunicou a decisão nesta sexta-feira (9), no mesmo dia em que a jurista sul-africana Navi Pillay, ex-juíza do tribunal, recebeu o Nobel da Paz.

A coincidência entre os anúncios não comprova uma relação direta entre o prêmio e as medidas. Os Estados Unidos já haviam informado, em julho, o início de uma campanha contra o TPI. A política também retoma iniciativas adotadas anteriormente por Trump.

Em 2002, uma lei americana restringiu a cooperação dos Estados Unidos com o tribunal. Em 2020, Trump sancionou integrantes da Procuradoria. Joe Biden revogou as medidas em 2021, e Trump retomou a política em 2025.

A principal mudança anunciada agora é o alcance das sanções. Elas podem atingir bancos e fornecedores que prestam serviços ao TPI, além de afetar contratos, recursos e outras operações necessárias ao funcionamento da instituição. O tribunal não fecha imediatamente, mas as restrições podem dificultar investigações, afastar prestadores e elevar o custo da cooperação.

A Procuradoria condenou as medidas e afirmou que continuará trabalhando. O efeito potencial, porém, não se limita aos processos contestados por Washington: as restrições podem alcançar investigações sem relação com cidadãos americanos.

O prêmio e a trajetória de Pillay

Pillay participou, no tribunal para Ruanda, do julgamento que reconheceu pela primeira vez o estupro como ato de genocídio. O Nobel destacou sua trajetória de combate à impunidade e sua atuação em defesa do direito e do multilateralismo.

O TPI e a Corte Internacional de Justiça também estavam entre os nomes cotados pelo Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo. As novas sanções não são dirigidas pessoalmente a Pillay, mas atingem uma instituição à qual ela dedicou parte da carreira.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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