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Internacional

Disputa sobre prêmio Nobel amplia pressão dos EUA sobre Tribunal Penal Internacional

Navi Pillay criticou as sanções anunciadas por Washington, enquanto Donald Trump voltou a contestar a escolha do comitê do Nobel.

Disputa sobre prêmio Nobel amplia pressão dos EUA sobre Tribunal Penal Internacional
Foto: AFP

A decisão de conceder o Prêmio Nobel da Paz a Navi Pillay provocou novas críticas de Donald Trump à Noruega e ocorreu em meio à ameaça de sanções americanas contra o Tribunal Penal Internacional (TPI). O presidente dos Estados Unidos afirmou que deveria ter recebido o prêmio e classificou a escolha como uma mancha na reputação do país que sedia o comitê do Nobel.

Em uma videoconferência realizada durante um evento no Centro Nobel da Paz, em Oslo, Pillay disse que a possibilidade de punições contra magistrados do TPI aumentou a tensão sobre o futuro dos tribunais internacionais. A juíza e ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos chamou as medidas de inéditas e inaceitáveis.

Pillay presidiu uma comissão independente de investigação da ONU que, no ano passado, acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza. O TPI, sediado em Haia, expediu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu e outras autoridades de Israel por suspeitas relacionadas à morte de civis em Gaza.

Após o anúncio do prêmio, que recebeu críticas de Israel, o governo americano informou que pretende impor novas sanções ao tribunal. O Departamento de Estado justificou a iniciativa pela necessidade de proteger a soberania dos Estados Unidos e seus cidadãos diante do que chamou de ameaça representada pelo TPI.

Segundo Marco Rubio, secretário de Estado americano, as medidas impediriam transações financeiras com o tribunal e poderiam interromper sua capacidade de funcionamento. A aplicação, porém, só ocorreria seis meses depois, caso não houvesse acordo nesse intervalo. Rubio também chamou o TPI de desonesto.

Críticas de Trump

Em uma publicação na Truth Social, Trump disse que havia encerrado oito guerras e que estava perto de concluir ou vencer outras duas, relacionadas ao Irã e à Rússia/Ucrânia. Ele também afirmou não conhecer Pillay e associou a escolha do prêmio à posição dela sobre Israel.

A alegação sobre o fim de oito guerras é contestada no próprio cenário descrito: embora Trump tenha participado da mediação de cessar-fogos e acordos diplomáticos em alguns casos, vários conflitos continuam sem solução. As negociações envolvendo o Irã e a Ucrânia estão paralisadas, sem indicação de um acordo de paz iminente.

Trump afirmou ainda que o prêmio foi desacreditado por grupos que classificou como antidemocráticos e inimigos da civilização. A Noruega sedia o comitê responsável pela premiação.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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