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Internacional

Nova York amplia verba e segurança contra crimes antissemitas

Pacote anunciado por Zohran Mamdani inclui recursos para locais de culto e mudanças no ensino público sobre o Holocausto.

Nova York amplia verba e segurança contra crimes antissemitas
Foto: Brendan McDermid/Reuters

O governo de Zohran Mamdani anunciou um investimento de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,2 milhões, para reforçar a segurança de sinagogas e outros locais de culto em Nova York. A medida faz parte de um pacote apresentado nesta terça-feira (29) para combater o antissemitismo na cidade.

Os recursos destinados à prevenção de crimes de ódio serão duplicados. Mamdani também determinou que as escolas públicas ampliem o ensino sobre o Holocausto e sobre a contribuição da comunidade judaica para a história de Nova York.

Dados e contestação

A polícia de Nova York registrou aumento de 182% nos incidentes antissemitas entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. O prefeito afirmou que a elevação dos crimes de ódio contra judeus, em proporção superior à observada contra outros grupos, também ocorreu em cidades de diferentes partes do mundo.

Mamdani rejeitou as acusações de que sua administração não estaria fazendo o suficiente. “Os judeus nova-iorquinos representam apenas 12% da nossa população, mas são vítimas de aproximadamente metade de todos os crimes de ódio denunciados”, afirmou.

O prefeito declarou ainda: “Meu governo tem tolerância zero com o antissemitismo.” Segundo ele, a posição vale para o metrô, os locais de trabalho e a internet.

Críticas ao prefeito

A Liga Antidifamação, organização que monitora casos de discriminação contra judeus, considerou insuficientes as medidas anunciadas. A entidade também criticou Mamdani por não adotar oficialmente uma definição de antissemitismo e publicou no X que ele não reconhece as diferentes formas do ódio enfrentado pelos judeus nova-iorquinos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que muitos judeus deixaram de se sentir seguros em Nova York desde a eleição de Mamdani. Netanyahu também acusou o prefeito de distorcer fatos sobre a guerra em Gaza e de apoiar pessoas ligadas ao Hamas.

Mamdani rejeita a acusação de antissemitismo. Ele afirma que suas críticas ao governo israelense e sua defesa dos palestinos não representam hostilidade contra judeus.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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