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Internacional

ONU vê redução de detenções, mas cobra mudanças no sistema de repressão venezuelano

Missão independente afirma que leis, forças de segurança e serviços de inteligência mantêm estruturas usadas para perseguir dissidentes.

ONU vê redução de detenções, mas cobra mudanças no sistema de repressão venezuelano
Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Wendys Olivo/Palácio Miraflores/Divulgação via REUTERS

A libertação de centenas de pessoas detidas por motivos políticos e uma leve flexibilização das regras para manifestações e participação da sociedade civil não foram suficientes para alterar o sistema de repressão da Venezuela, afirmou a Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos da ONU sobre o país.

Em comunicado divulgado durante a apresentação de um relatório ao Conselho de Direitos Humanos, os investigadores disseram que as autoridades do governo de Delcy Rodriguez adotaram essas medidas nos meses posteriores à prisão de Nicolás Maduro. Rodriguez era vice-presidente e assumiu sob tutela dos Estados Unidos.

A missão também registrou uma queda significativa nas detenções de longa duração e nos desaparecimentos forçados depois da intervenção militar do governo de Donald Trump, em 3 de janeiro, e da deposição de Maduro.

Apesar dessas mudanças, as instituições estatais associadas à repressão, a graves violações dos direitos humanos e a crimes contra a humanidade continuam preservadas, segundo o grupo. A avaliação é que não foram implementadas as reformas necessárias para produzir uma melhora significativa e duradoura.

Leis usadas para criminalizar a dissidência seguem em vigor. Os serviços de inteligência e as forças de segurança, acrescentou a missão, mantêm essencialmente as mesmas estruturas, políticas e práticas. Jornalistas e outros integrantes da sociedade civil também continuam enfrentando obstáculos no trabalho diário.

“A redução de algumas das formas mais severas de repressão é significativa, mas não constitui, de forma alguma, uma transformação do sistema que as tornou possíveis”, afirmou Sofía Macher, chefe da missão.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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