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Internacional

Putin mantém ameaça nuclear e defende diálogo com países ocidentais

Presidente russo afirmou que a escalada militar pode atingir um ponto sem retorno e condicionou negociação sobre a guerra a exigências de Moscou.

Putin mantém ameaça nuclear e defende diálogo com países ocidentais
Foto: Ramil Sitdikov/Reuters

Vladimir Putin afirmou nesta quinta-feira (1) que a escalada militar entre a Rússia, países europeus e a Otan pode chegar a um ponto sem retorno. Ao mesmo tempo, disse preferir uma solução diplomática para a guerra contra a Ucrânia e declarou estar disposto a negociar, desde que sejam atendidas condições que considere aceitáveis para o povo russo.

As declarações foram feitas durante a reunião do Clube Valdai, centro de estudos realizado nas proximidades do Kremlin. Putin discursou por 46 minutos e depois respondeu, por horas, a perguntas de especialistas em política externa de 40 países. O evento durou cinco dias nas proximidades de Moscou.

O presidente russo disse que o Ocidente, e não seu país, está criando uma nova divisão entre a Europa e a Rússia. Ele associou o cenário à militarização europeia após a invasão da Ucrânia em 2022 e às acusações frequentes de países da Otan de que Moscou conduz uma guerra híbrida no continente.

Ameaça nuclear e Kaliningrado

Putin reafirmou que a Rússia poderá usar armas nucleares em caso de agressão. A declaração foi relacionada também a Kaliningrado, território russo situado entre a Lituânia e a Polônia. Há duas semanas, o chanceler polonês havia sugerido pressão militar da Otan sobre a região. Moscou respondeu que defenderia o território com armas nucleares, se necessário.

“Esse é um caminho para a beira do abismo”, afirmou Putin ao comentar a possibilidade de emprego desse armamento. Ele acrescentou que não há garantia de que as armas nucleares jamais serão usadas e pediu que se evite esse desfecho, prevendo novos conflitos internacionais.

Apesar da advertência, o líder russo também exortou os países ocidentais a buscar uma convivência em harmonia com a Rússia. Ele comparou o momento atual à recriação da Cortina de Ferro, expressão criada por Winston Churchill em 1946 para descrever a presença soviética no Leste Europeu depois da Segunda Guerra Mundial.

Sanções e relação com Trump

Putin disse que a nova divisão poderá levar à derrocada da União Europeia, embora tenha afirmado não ter interesse nesse resultado. Segundo ele, a tomada recente de ativos de empresas ocidentais que continuam operando na Rússia é temporária e pode ser revertida caso firmas russas no exterior sofram medida semelhante.

O presidente também afirmou que continuará proibindo a exportação de derivados de petróleo enquanto houver sanções contra a Rússia. A restrição foi estendida após ataques de Kiev, que Putin classificou como parcialmente bem-sucedidos para Volodimir Zelenski. De acordo com o líder russo, essas ações provocaram uma perda de 1% do Produto Interno Bruto russo, equivalente a cerca de R$ 140 bilhões.

A política de exportação foi mencionada no contexto dos esforços de Donald Trump para conter os ataques ucranianos à indústria petrolífera russa. Putin disse que o governo americano está menos agressivo em relação a Moscou do que os países europeus.

Brics e China

Na política externa, Putin defendeu o multilateralismo e citou o Brics, grupo que reúne Rússia, Brasil e outros países, como exemplo de iniciativa bem-sucedida. Para ele, a ordem internacional deve ser multipolar, e não bipolar.

O presidente russo elogiou sua relação com Trump e Xi Jinping, mas afirmou ter maior proximidade com o líder chinês. Os três podem participar de uma cúpula asiática na China no próximo mês, embora a reunião ainda não esteja confirmada.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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