NOVA DÉLHI — A retirada de barreiras de segurança por manifestantes terminou com detenções neste sábado (3), durante o segundo dia de atos contra mudanças no cadastro de eleitores da Índia. A polícia não informou quantas pessoas foram levadas nem divulgou suas identidades.
Cerca de 100 pessoas participaram da mobilização e pediram a saída de Gyanesh Kumar. Parte do grupo foi retirada à força por policiais. Os protestos têm o apoio do Cockroach Janta Party, organização política ligada à geração Z, e de outras entidades de oposição.
Entre os participantes estavam o parlamentar independente Kapil Sibal, Neha Bora, presidente da All India Students' Association, e os ativistas políticos Prashant Bhushan e Yogendra Yadav, segundo uma testemunha. Bora afirmou que a retirada de eleitores das listas e as restrições às manifestações são inaceitáveis.
Kumar não se pronunciou sobre os protestos nem sobre os pedidos para que deixe o cargo.
Detenções anteriores
Na sexta-feira (2), a polícia impediu a reunião de outro grupo e colocou vários manifestantes em ônibus. Estações de metrô próximas continuaram fechadas por causa do esquema de segurança.
Embora muitas das pessoas detidas naquele dia tenham sido liberadas, algumas passaram a responder por suposto descumprimento de ordens que restringiam grandes aglomerações em Nova Délhi, informou uma fonte policial.
Revisão eleitoral
Os atos estão relacionados a uma verificação nacional do cadastro eleitoral iniciada no ano passado. Críticos dizem que o procedimento retirou milhões de eleitores que teriam direito ao voto.
A Comissão Eleitoral afirma que a revisão busca excluir registros duplicados, pessoas mortas e nomes de quem não cumpre os requisitos para votar. Na sexta-feira, a instituição também determinou o cadastramento de novos eleitores habilitados e a reinclusão de pessoas que haviam ficado fora das listas.


