NOVA DELHI — A polícia indiana informou na última sexta-feira (9) que não autorizou a manifestação convocada pelo movimento Barata porque o pedido foi apresentado fora do prazo. O ato previa a cobrança pela renúncia do principal responsável pela comissão eleitoral do país.
Neste sábado (10), Abhijeet Dipke, fundador do grupo, foi detido no aeroporto de Nova Délhi depois de chegar de Mumbai. Segundo o próprio movimento, os policiais pediram que ele cancelasse a manifestação, proibida pelas autoridades. Saurav Das e Ashutosh Ranka, também líderes da organização, foram detidos após desembarcarem de um voo.
O protesto estava previsto para Jantar Mantar, área da capital indiana destinada a manifestações. As autoridades restringiram o acesso ao local e suspenderam a internet móvel. Barreiras metálicas amarelas foram instaladas na área, enquanto milhares de policiais foram mobilizados nas proximidades.
Restrições em serviços ferroviários e estações de metrô também poderiam dificultar o deslocamento dos manifestantes pela capital.
Movimento juvenil
O Barata é formado por jovens indianos e ganhou projeção em mobilizações contra vazamentos de provas e problemas em exames e concursos públicos. Os protestos pressionaram o governo do primeiro-ministro Narendra Modi e contribuíram para a renúncia do ministro da Educação, em julho.
A nova mobilização ocorre durante o crescimento de uma campanha de protestos que recebeu apoio da oposição e ampliou a pressão sobre Modi.


