A líder do Reunião Nacional (RN) e candidata à Presidência da França, Marine Le Pen, classificou como vitória histórica a entrada do partido em um grupo no Senado. A declaração foi publicada no X após a eleição deste domingo (28).
O RN e seus aliados conquistaram 14 cadeiras na câmara alta, quadruplicando o número de representantes do partido. Nove senadores foram eleitos pelo RN, além dos três que já haviam obtido mandato em 2023. Outras duas vagas ficaram com candidatos das listas da União da Direita para a República (UDR).
O presidente do RN, Jordan Bardella, afirmou que os senadores de sua legenda formarão um grupo no Senado junto com os aliados da UDR.
A câmara tem 384 cadeiras. O partido chegou ao Senado pela primeira vez em 2014, quando ainda usava o nome Frente Nacional, com dois senadores. Em 2023, conquistou três cadeiras.
Renovação parcial
Os senadores franceses são escolhidos por representantes políticos eleitos. A renovação ocorre a cada três anos, com a escolha dos integrantes de metade da câmara para mandatos de seis anos.
Nas eleições legislativas antecipadas de 2024, o RN se tornou o maior partido da Assembleia Nacional, a câmara baixa do Parlamento, mas não alcançou a maioria absoluta. Pesquisas apontam Le Pen como favorita para suceder Emmanuel Macron, que já terá cumprido o limite de dois mandatos consecutivos.


