Senadores dos Estados Unidos cobraram garantias de que Washington aceitará o resultado das eleições brasileiras e acusaram o governo de Donald Trump de promover ações que ameaçariam a aliança com o Brasil. A cobrança foi feita em uma carta enviada ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.
No documento, os parlamentares também voltaram a apontar uma suposta tentativa de interferência de Washington no processo eleitoral brasileiro. Eles afirmaram: “Ao longo do segundo mandato do Presidente Trump, observamos autoridades dos EUA envolvidas em uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil”.
Entre os indícios apresentados estão a nomeação de Darren Beattie como assessor sênior para questões relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado dos EUA. O documento também menciona a aplicação de novas tarifas extras após uma investigação que, segundo relatos, teria sido “iniciada por determinação do presidente Trump”.
Trump evita declarar apoio
Na sexta-feira (2), Trump foi questionado sobre seu apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, mas não respondeu diretamente. Na saída da Casa Branca, antes de embarcar no avião presidencial, ele afirmou: “Estamos de olho em tudo e vamos observar esta eleição de muito perto”.
O presidente americano disse ainda que acompanha de perto as eleições do Brasil, marcadas para o próximo domingo (4). A declaração repetiu uma posição apresentada na quinta-feira (2), quando ele classificou o Brasil como um país importante e a eleição como relevante.
A postura difere da adotada por Trump em eleições na América Latina. No pleito da Colômbia, ele declarou apoio a Abelardo de la Espriella, que é citado como o atual presidente do país.
Em agosto, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que respeitaria “qualquer governo” eleito em outubro no Brasil e negou ter um plano para impedir uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governo brasileiro buscou apoio de países da Europa e da Ásia, monitorou lobbies estrangeiros no país e tentou combater informações falsas sobre fraude eleitoral como parte das medidas para evitar interferência externa.


