São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00%
Notícia com critério
Internacional

Seul cobra explicações de Kiev após anúncio sobre prisioneiros norte-coreanos

Governo sul-coreano convocou o embaixador ucraniano e exigiu desculpas pela divulgação da transferência de dois militares.

Seul cobra explicações de Kiev após anúncio sobre prisioneiros norte-coreanos
Foto: Eduardo Munoz/Caitlin Ochs/REUTERS

O governo da Coreia do Sul convocou nesta segunda-feira (28) o embaixador da Ucrânia em Seul e exigiu um pedido oficial de desculpas pela divulgação da transferência de dois prisioneiros de guerra norte-coreanos. Seul afirma que havia um acordo para manter o caso em sigilo; Kiev nega que esse entendimento tenha existido.

A crise começou após Volodymyr Zelensky afirmar, em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que os militares haviam sido enviados recentemente para a Coreia do Sul. O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, acusou o governo ucraniano de romper o compromisso e tornar a informação pública sem autorização.

O Ministério do Exterior sul-coreano classificou a divulgação como uma violação do acordo de confidencialidade. A presidência afirmou que a negação ucraniana prejudica a confiança entre os governos e informou que avalia medidas adicionais. O assessor de Zelensky, Dmytro Lytvyn, disse que a Ucrânia é um “país aberto” e considerou estranho que a transferência ocorresse em segredo.

Os dois militares foram capturados enquanto lutavam pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. Ainda em território ucraniano, disseram que queriam se estabelecer na Coreia do Sul. Em uma carta enviada a uma organização não governamental de Seul, manifestaram o desejo de ter uma “vida normal”. O governo sul-coreano havia pedido que eles não fossem devolvidos à Coreia do Norte, onde poderiam sofrer perseguição.

A Constituição da Coreia do Sul considera cidadãos do país todos os coreanos, inclusive os residentes na Coreia do Norte. Os soldados devem passar por interrogatórios e verificações de segurança antes de uma decisão sobre proteção e integração à sociedade. A investigação do Serviço Nacional de Inteligência pode durar até 90 dias, com possibilidade de extensão.

O parlamentar Yu Yong-weon, que se reuniu com os militares na Ucrânia, afirmou que eles podem fornecer informações sobre treinamento, capacidades bélicas e a participação de Pyongyang na guerra. A condição física e psicológica dos dois também deverá ser avaliada.

A transferência ocorre em meio à participação norte-coreana no conflito. Rússia e Coreia do Norte confirmaram, em abril de 2025, que seus soldados combateram juntos na região russa de Kursk. O serviço de inteligência sul-coreano estimou que Pyongyang enviou cerca de 15 mil soldados, dos quais aproximadamente 2 mil morreram.

A Coreia do Sul fornece ajuda humanitária à Ucrânia e aderiu às sanções contra a Rússia desde a invasão de 2022, mas resiste ao envio de apoio militar direto. Em julho, Lee anunciou um pacote de US$ 100 milhões para a Ucrânia, mantendo a exclusão de armas letais.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.