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Internacional

Tremor no Panamá é revisado para magnitude 7,7 após novos dados

O abalo registrado no sul do país foi reavaliado por especialistas e fica abaixo dos terremotos mais intensos já catalogados.

Tremor no Panamá é revisado para magnitude 7,7 após novos dados
Foto: Arnulo Fanco/AFP

A magnitude do terremoto que atingiu o sul do Panamá nesta sexta-feira (9) foi revisada de 8,0 para 7,7 depois que especialistas analisaram dados de novas estações sismológicas. O tremor está entre os eventos de grande intensidade, mas não se aproxima dos maiores já registrados na história.

A lista dos terremotos mais potentes inclui ocorrências em diferentes continentes e três na América Latina. O maior registro é o de Valdivia, no sul do Chile, em 1960, com magnitude de 9,5. Cerca de 1.655 pessoas morreram, e o terremoto provocou um tsunami que atravessou o Oceano Pacífico. Houve mortes no Havaí, no Japão e nas Filipinas.

O Chile aparece novamente entre os principais registros com o terremoto de Maule, em 2010. A magnitude foi de 8,8, e o desastre causou 523 mortes, 24 desaparecidos, 12 mil feridos e 800 mil desabrigados. O tsunami também atingiu regiões dos Estados Unidos e do Japão, enquanto as perdas econômicas chegaram a US$ 30 bilhões.

Os maiores registros

O terremoto do Alasca de 1964 teve magnitude de 9,2 e, junto com o tsunami, provocou 131 mortes. Em Sumatra, na Indonésia, o abalo de 2004 alcançou magnitude de 9,1 e deixou mais de 283 mil mortos, 14 mil desaparecidos e 1,1 milhão de desabrigados em dez países do Sul da Ásia e do Leste da África.

Também com magnitude de 9,1, o terremoto de Honshu, no Japão, em 2011, causou mais de 15 mil mortes, 4 mil desaparecidos e 130 mil desabrigados. O tsunami afetou a usina nuclear de Okuma e provocou estragos nos Estados Unidos, no Chile, no Peru e na Antártica.

Outros eventos de grande magnitude incluem o terremoto de Kamchatka, na Rússia, em 1952, de 9,0; o tremor entre Equador e Colômbia, em 1906, de 8,8; e o terremoto das Ilhas Rat, no Alasca, em 1965, de 8,7. O primeiro gerou um tsunami com danos no Havaí, enquanto o segundo matou entre 500 e 1.500 pessoas. O terceiro produziu um tsunami de 10,7 metros em Shemya.

A relação também reúne terremotos de magnitude 8,6 em diferentes anos e regiões, como o Alasca, em 1946, Assam e Tibete, em 1950, e Sumatra, em 2005, 2007 e 2012. O evento de 1946 matou cinco ocupantes de um farol e causou 159 mortes em Hilo, no Havaí. O de 1950 matou 1.530 pessoas, enquanto o de 2005 provocou pelo menos mil mortes em Nias.

Entre os registros de magnitude 8,5 estão o terremoto de Atacama, no Chile, em 1922, o de Tual, na Indonésia, em 1938, e o das Ilhas Curilas, na Rússia, em 1963. O terremoto de Atacama teve a magnitude revisada de 8,7 para 8,5 e causou mais de 100 mortes no Chile após o tsunami.

A lista inclui ainda o terremoto de Arequipa, no Peru, em 2001, com magnitude de 8,4. Pelo menos 74 pessoas morreram, 2.689 ficaram feridas e 17.584 casas foram destruídas na região de Arequipa-Camana-Tacna. Em Honshu, no Japão, o tremor de 1933, também de 8,4, matou pelo menos 3 mil pessoas e destruiu cerca de 5 mil casas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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