O filme Da Magia à Sedução, lançado em 1998 com Sandra Bullock e Nicole Kidman, ganhou uma continuação 28 anos depois de enfrentar críticas negativas e baixo desempenho nas bilheterias. Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor (Practical Magic 2, Estados Unidos, 2026) já está em cartaz.
Na produção original, Bullock e Kidman interpretam Sally e Gillian, irmãs de uma família de bruxas. A história é baseada nos romances de Alice Hoffman e acompanha uma maldição ancestral: os homens que se apaixonam pelas mulheres do clã, quando são correspondidos, estão condenados a morrer.
Anos depois, Sandra Bullock descreveu a recepção ao filme como “uma experiência horrível, a recepção foi brutal”. Apesar do resultado inicial, exibições na televisão, vendas de DVDs, reproduções em plataformas de streaming e cortes compartilhados nas redes sociais ajudaram a dar nova vida à produção.
A mudança de avaliação transformou o longa em um clássico cult e abriu espaço para a continuação. Em Hollywood, esse movimento é associado às chamadas sequências de legado, que retomam personagens, atores e universos depois de décadas. A estratégia combina a força da nostalgia com a tentativa de alcançar uma nova geração.
O retorno das irmãs
Sally tenta se afastar da magia e levar uma rotina convencional. Gillian, por outro lado, se envolve em romances curtos e instáveis por acreditar que não pode escapar da maldição. No novo roteiro, o conflito chega às filhas de Sally, interpretadas por Joey King e Maisie Williams, quando elas descobrem os segredos da família e percebem que também estão sujeitas à maldição.
A continuação retoma elementos de comédia romântica, fantasia, drama e terror presentes no primeiro filme. A nova abordagem dá mais espaço ao humor de Bullock e Kidman e às relações entre as mulheres, sem limitar a história ao amor romântico.
A retomada de filmes antigos também ocorreu com Top Gun, de 1986, que ganhou Top Gun: Maverick em 2022; com Os Fantasmas se Divertem, de 1988, retomado em Os Fantasmas Ainda se Divertem após 36 anos; e com O Diabo Veste Prada, de 2006, que recebeu um segundo filme neste ano.


