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Justiça

Márcio Chaer morre aos 71 anos e deixa legado no jornalismo jurídico

Fundador da ConJur, jornalista morreu após passar mal no Centro de São Paulo enquanto perseguia um homem que teria roubado seu celular.

Márcio Chaer morre aos 71 anos e deixa legado no jornalismo jurídico
Foto: Antônio Augusto/STF

O jornalista Márcio Chaer morreu aos 71 anos neste sábado (3), após passar mal no Centro de São Paulo enquanto perseguia um homem que havia acabado de roubar seu celular. A suspeita inicial é de que ele tenha sofrido um infarto. As circunstâncias da morte ainda serão investigadas.

Fundador da revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur), Chaer foi um dos pioneiros do jornalismo especializado na cobertura do Poder Judiciário no Brasil. Ao longo de quase três décadas, construiu uma publicação voltada ao acompanhamento diário de decisões judiciais, tribunais e debates jurídicos.

Criada em 1997, a ConJur passou a publicar a íntegra de decisões judiciais e a dar espaço a artigos e opiniões de profissionais com diferentes visões sobre o Direito. A publicação também acompanhou tribunais superiores, escritórios de advocacia, Ministério Público e temas relacionados à legislação e à jurisprudência.

Em 2007, Chaer criou o Anuário da Justiça, que reúne perfis de tribunais, magistrados e tendências da jurisprudência brasileira. A publicação se tornou referência para advogados, juízes e pesquisadores do sistema de Justiça.

Em homenagem divulgada pela ConJur, o jurista José Rogério Cruz e Tucci afirmou que Chaer formou gerações de jornalistas especializados e ajudou a aproximar o funcionamento dos tribunais do público. O legado do jornalista, segundo Tucci, está ligado a um jornalismo técnico, plural e independente.

Manifestações de autoridades

O presidente Lula lamentou a morte e afirmou que Chaer era um defensor inegociável do Estado Democrático de Direito. Em mensagem, destacou a criação, em 1997, de um site dedicado ao jornalismo jurídico e a atuação do jornalista durante o período da Lava Jato.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ressaltou o papel da ConJur na aproximação entre o Direito e a sociedade, além da defesa do pluralismo de ideias e da criação do Anuário da Justiça.

Os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin também se manifestaram. Mendes destacou a contribuição de Chaer para ampliar o acesso a informações sobre o Judiciário. Moraes afirmou que o jornalista representava “o melhor do jornalismo”. Toffoli mencionou a defesa da democracia, das instituições jurídicas e da liberdade de comunicação. Zanin disse que a história do Judiciário brasileiro não pode ser contada sem mencionar Chaer.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou Chaer como um jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional. Em nome do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente da corte e do Conselho da Justiça Federal, Luis Felipe Salomão, afirmou que a atuação do jornalista à frente da ConJur “revolucionou a cobertura do Poder Judiciário”.

A OAB-SP destacou o papel de Chaer na qualificação da cobertura do sistema de Justiça e na ampliação do debate público sobre o Direito, as instituições e as garantias fundamentais. A Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo também divulgou nota de pesar e ressaltou sua contribuição para ampliar o acesso da população a informações sobre o Direito e o Poder Judiciário.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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