SÃO PAULO — O jornalista Márcio Chaer morreu no início da tarde deste sábado (2/10), em São Paulo, após sofrer um mal súbito durante um assalto no centro da cidade. Ele não resistiu.
Chaer construiu carreira em grandes veículos de imprensa e, em 1997, fundou uma revista eletrônica dedicada à cobertura especializada do Judiciário. O trabalho o tornou uma referência nacional na área.
A morte foi lamentada por profissionais da comunicação, magistrados, advogados e outros integrantes do meio jurídico. Jorge Messias, advogado-geral da União, afirmou que Chaer foi um jornalista dedicado e um importante difusor da cultura jurídica nacional. Messias também manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
Lenio Streck, advogado, professor e colunista da publicação fundada por Chaer, disse que conversou com o jornalista pela última vez na terça-feira. Segundo Streck, Chaer havia lhe oferecido uma coluna em 2012, que chegou a 1.300 textos.
Márcio Christino, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, classificou Chaer como pioneiro no Direito Digital e expressou seus sentimentos pelo falecimento.
Felipe Santa Cruz, advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, afirmou que Chaer abriu espaço para o debate de ideias entre advogados. Santa Cruz também relatou que o jornalista publicou seu primeiro perfil quando ele tinha 38 anos e decidiu concorrer à presidência da OAB/RJ.
Leonardo Massud, do escritório Massud, Sarcedo, Andrade e Hachul Sociedade de Advogados, disse que Chaer percebeu a ascensão da comunicação pelas redes e deixou um legado ligado à informação e ao debate jurídico.

