A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (10/9) 49 mandados de busca e apreensão contra 29 pessoas investigadas por suspeita de desviar recursos de emendas parlamentares para a produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. As medidas foram autorizadas por Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal.
A operação ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), responsável pelas emendas, e Karina Gama, produtora do filme.
A investigação apura a existência de uma suposta organização criminosa com participação de agentes públicos e privados. De acordo com a Polícia Federal, os valores recebidos teriam sido direcionados a empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação de que os serviços foram prestados.
As condutas sob análise podem configurar peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. O caso foi levado ao Supremo por meio de uma representação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Disputa sobre comando da PF
Na quarta-feira (9/9), Dino havia determinado o retorno ao cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele estava afastado desde terça-feira (8/9), por decisão do ministro André Mendonça.
Horas depois, o presidente do Supremo, ministro Luiz Edson Fachin, suspendeu as decisões dos dois colegas, mantendo Rodrigues no cargo. O diretor-geral havia pedido, no processo sobre Dark Horse, a reversão do afastamento. Argumentou que a medida interferia na organização da equipe, atrasava o acesso ao material disponível e comprometia a atuação da PF.


