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Justiça

Dino torna público material de investigação sobre filme Dark Horse

Ministro do STF também autorizou o acesso a relatórios do Coaf e determinou a transferência de provas à Polícia Federal.

Dino torna público material de investigação sobre filme Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13/9) o sigilo de todo o material relacionado à investigação sobre um suposto desvio de recursos de emendas parlamentares destinados à produção de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A apuração envolve a suspeita de uma organização criminosa com participação de agentes públicos e privados. Os recursos teriam sido direcionados a empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação dos serviços. Na última quinta-feira (10/9), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra 29 suspeitos, entre eles o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama.

Fundamentação da decisão

Dino citou uma mudança recente no entendimento do STF sobre o caráter público de investigações. Segundo o ministro, André Mendonça e Edson Fachin passaram a retirar o sigilo de outros casos ainda em fase de instauração.

Embora tenha afirmado que o tema exige discussão mais ampla no Plenário, especialmente em relação à presunção de inocência e à eficiência das apurações, Dino disse ser necessário seguir a nova orientação para garantir tratamento igual a pessoas em situações idênticas desde o início dos procedimentos.

O ministro também apontou que a publicidade busca evitar ocultações seletivas, atrasos sem explicação ou ritmos diferentes na análise judicial de medidas solicitadas por agentes estatais.

Além disso, autorizou a requisição de relatórios de inteligência financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), para auxiliar a Polícia Federal e o Ministério Público.

A decisão ainda ordena que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, encaminhe à Polícia Federal os dados obtidos dos celulares apreendidos pela Polícia Civil paulista em junho. Celulares, computadores e documentos deverão ser transferidos para a corporação federal.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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