Zack Snyder afirmou que a Warner Bros. aproveitou o período de fragilidade vivido após o suicídio de sua filha, Autumn Snyder, para assumir o controle de Liga da Justiça. Segundo o diretor, o estúdio refez grande parte do longa e retirou sua versão original do projeto.
Snyder disse que não assistiu à versão lançada nos cinemas. Ele afirmou que enfrentou um período difícil porque, além da morte da filha, seu nome foi associado a um filme que, segundo ele, não realizou. A produção recebeu uma reação negativa, enquanto o estúdio conduzia refilmagens e alterações no roteiro.
Debbie Snyder, mulher do diretor, assistiu à versão dirigida por Joss Whedon e o aconselhou a não vê-la. Depois disso, Snyder afirmou ter descoberto que haviam sido feitas 60 páginas de reescrita para o longa. Ele disse que não pode avaliar o resultado porque nunca assistiu ao filme.
O diretor também relatou que a Warner Bros. tentava controlar diferentes aspectos da produção. Na avaliação dele, a tragédia pessoal criou uma oportunidade para o estúdio retomar o comando do projeto.
A versão de 2021
Snyder afirmou que não acompanha o novo universo cinematográfico comandado por James Gunn, embora admire a visão do cineasta. Ele também contou ter encontrado um ex-executivo da Warner Bros. que reconheceu que o diretor estava certo sobre o filme. Snyder não revelou a identidade do executivo.
A versão de Liga da Justiça concluída por Snyder foi lançada em 2021. Ao comentar a recepção, o diretor destacou o apoio contínuo dos fãs e disse que terminar o longa de acordo com sua própria visão foi um momento de catarse. Ele afirmou ainda que costuma ser abordado nas ruas por pessoas que elogiam o filme.


