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Bauru desmontará cerca de 300 vagões após operações com pessoas em situação de rua

A prefeitura realizou duas ações com apoio das polícias Civil e Militar e prevê novas operações na região central.

Bauru desmontará cerca de 300 vagões após operações com pessoas em situação de rua
Foto: João Pedro Feza/Folhapress

A empresa Rumo iniciou a desmontagem de cerca de 300 vagões de trens inativos em Bauru para limpar a área ocupada. O trabalho, feito conforme acordo com a prefeitura, deve seguir até o fim do ano. A administração municipal realizou duas operações no local, com participação das polícias Civil e Militar, para retirar pessoas em situação de rua que viviam nos vagões.

De acordo com a Rumo, depois do desmonte, os materiais serão transformados em sucata metálica e encaminhados para reaproveitamento em diferentes aplicações. A prefeita Suéllen Rosim (PSD) acompanhou uma ação de desmontagem e afirmou que os vagões eram usados como esconderijo por pessoas que cometiam crimes.

Encaminhamentos

As operações ocorreram em 27 de julho e 13 de agosto. Na primeira, 43 pessoas foram abordadas. Desse grupo, 20 foram levadas ao Centro Pop, 4 para casas de passagem e 5 para o Caps. Outras 8 retornaram aos municípios de origem com passagens oferecidas pela prefeitura, e 2 foram encaminhadas ao pronto-socorro.

Em agosto, 13 pessoas foram abordadas. Duas foram levadas ao Centro Pop, 2 voltaram para suas cidades e outras 2 receberam atendimento em unidades de saúde. Novas ações ainda podem ser realizadas. Na operação de julho, 67 lonas instaladas por desconhecidos foram retiradas dos vagões.

Segundo a prefeitura, os espaços serviam de esconderijo e depósito para fios e metais furtados nas imediações. Em publicação no Instagram, Suéllen Rosim disse que a administração pretende combinar assistência e segurança. Em outro vídeo, afirmou que é necessário distinguir pessoas em situação de vulnerabilidade de quem comete crimes, como tráfico de drogas, furtos e roubos.

Críticas e manifestações

Vereadores da oposição questionaram as operações. Estela Almagro (PT) disse que a gestão trata o morador em situação de rua como criminoso e classificou a iniciativa como “assepsia social” e “higienista”. José Roberto Martins Segalla (União Brasil) afirmou que a ação não deve ser isolada e defendeu trabalho social permanente e fiscalização de receptadores de material furtado.

Cabo Helinho (PL), vice-presidente da Câmara de Vereadores e integrante da base da prefeita, avaliou a operação como “um sucesso” por envolver segurança, atendimento social e zeladoria. A prefeitura não se manifestou sobre as críticas.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por meio da unidade de Bauru, informou que poderá avaliar medidas extrajudiciais ou judiciais se forem identificadas violações de direitos ou situações que exijam sua intervenção. O presidente da OAB em Bauru, Thiago Tezani, disse que a entidade não foi convidada para essas operações. A Secretaria de Segurança Pública estadual não respondeu sobre a participação das polícias.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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