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CNT propõe expansão de ferrovias e redes urbanas para reduzir gargalos no transporte

Plano reúne 2.837 projetos e prevê investimentos de R$ 2,032 trilhões em rodovias, ferrovias, transporte coletivo e aviação.

CNT propõe expansão de ferrovias e redes urbanas para reduzir gargalos no transporte
Foto: Folhapress

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que seriam necessários R$ 2,032 trilhões para executar 2.837 projetos de infraestrutura no país. As propostas estão reunidas na sétima edição do Plano CNT de Transporte e Logística, documento interativo de 146 páginas elaborado para orientar os governos eleitos em outubro sobre os principais gargalos no transporte de cargas e pessoas.

A maior parcela dos recursos está destinada às ações sobre trilhos. O plano prevê 115 projetos para construir 25,5 mil km de ferrovias, extensão que ficaria perto de dobrar os cerca de 32 mil km atuais. Também estão incluídas a recuperação de 14 mil km de trilhos e a elevação da densidade ferroviária de 3,7 km para 6,7 km por mil km² de área.

Para Fernanda Resende, diretora-executiva da CNT, o país precisa recompor orçamentos e ampliar a participação de investimentos públicos e privados na infraestrutura de transporte. “Esse é o primeiro recurso a ser cortado em momentos de crise, já que não se pode mexer em setores como saúde e educação”, afirma. “Mas ele movimenta empregos e comércio.”

Ferrovias e transporte de passageiros

Entre os projetos ferroviários, cinco são voltados a trens de alta velocidade. Juntos, eles somam 1.556 km e têm custo previsto de R$ 175,4 bilhões. O plano cita o trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro, com ligação também com Campinas, como uma das propostas para o Sudeste.

Estudos para esse eixo começaram em 1981 e foram retomados nos anos 1990. Em 2007, o governo federal incluiu o empreendimento no Programa Nacional de Desestatização e preparou uma concessão. O leilão de 2010 não atraiu interessados. A previsão era iniciar as obras em 2011 e começar a operação em 2020, mas o projeto não avançou.

A CNT também relaciona o crescimento das cidades e a concentração populacional ao aumento da demanda por deslocamentos. Como a infraestrutura de transporte coletivo não acompanhou esse processo na mesma velocidade, o diagnóstico aponta viagens mais demoradas, congestionamentos e maior dependência do transporte individual.

A proposta inclui novas linhas ou extensões de metrô e trens urbanos, sistemas de monotrilho, VLT e aeromóvel, além da recuperação e modernização de ferrovias urbanas. No estado de São Paulo, estão previstos 269 km de metrô ou trem urbano, com investimento estimado em cerca de R$ 173 bilhões. Há ainda 170,3 km de projetos de monotrilho, VLT ou aeromóvel, calculados em R$ 20,8 bilhões, e 35,2 km de recuperação de ferrovias urbanas, com R$ 2,3 bilhões.

Somados, os projetos sobre trilhos voltados ao transporte urbano no estado de São Paulo passam de R$ 196 bilhões. O plano também defende sistemas de priorização de ônibus. A CNT afirma que a falta de faixas e corredores exclusivos reduz a velocidade média das viagens e a atratividade do transporte coletivo.

Rodovias e aviação

O relatório lista 1.177 projetos rodoviários de integração nacional. As intervenções incluem 26,5 mil km de recuperação de pavimento, mais de 10,3 mil km de duplicações, pavimentação de trechos ainda não asfaltados, ampliação da capacidade e construção de novas ligações.

Apenas 13% da malha rodoviária brasileira é pavimentada. Em outra pesquisa encomendada pela CNT e publicada em dezembro do ano passado, 62,1% dos trechos avaliados foram classificados como regulares, ruins ou péssimos. Nas rodovias sob gestão pública, o percentual chegou a 72,8%.

Na avaliação da entidade, a recuperação da malha existente deve ocorrer junto com a ampliação da capacidade, a duplicação e a pavimentação de trechos sem asfalto. Fernanda também defende sistemas de transporte de massa para evitar a competição direta entre ônibus e carros.

Na aviação, o plano registra forte crescimento do transporte aéreo entre 2003 e 2014, seguido de estagnação na década seguinte. Entre 2014 e 2024, a expansão foi de 0,8%. A CNT associa o resultado, entre outros fatores, à saturação de grandes aeroportos e à precariedade de parte da infraestrutura regional. Para a entidade, é necessário ampliar a integração da malha aérea regional.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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