RIO DE JANEIRO — A Paróquia Santo Sepulcro, em Madureira, na Zona Norte do Rio, acumula oito furtos em pouco mais de 1 ano. O prejuízo informado pelo padre Sérgio Luiz passa de R$ 10 mil, e a igreja não tem condições de pagar todos os reparos.
Na ocorrência mais recente, durante a madrugada de 29 de agosto, um homem entrou no pátio e retirou a fiação usada pelos equipamentos de ar-condicionado. As câmeras registraram o suspeito puxando os cabos por uma tubulação sob o piso.
O caso foi registrado na 29ª DP (Madureira). A Polícia Civil analisa as imagens e faz diligências para identificar o autor. A corporação também informou que mantém ações contra furtos e receptação de cabos, buscando identificar os envolvidos nos crimes e na comercialização do material.
Histórico de invasões
A série começou pouco depois de Sérgio Luiz assumir a administração da paróquia, há pouco mais de 1 ano. Entre os itens levados estão uma bomba d’água, o cabo de força que abastecia a igreja, uma máquina do sistema de ar-condicionado e fios ligados aos equipamentos.
Em março, os invasores passaram pela grade de proteção e retiraram cabos instalados dentro de uma tubulação enterrada. De acordo com o pároco, o episódio mais recente levou o que restava da fiação dos aparelhos, que já não funcionavam por causa dos crimes anteriores.
Em uma das ocorrências, o corte do cabo de força deixou o templo sem energia e levou ao cancelamento de missas. Moradores, vizinhos e frequentadores relatam preocupação com a insegurança na região.
Fundada em 1914 por padres franciscanos, a paróquia tem 112 anos. O imóvel foi tombado pela Prefeitura do Rio em 1996, com proteção para elementos originais da construção, além de altares, púlpitos, pinturas murais, afrescos e outros itens internos.
Policiamento
O 9º BPM (Rocha Miranda), da Polícia Militar, informou que emprega motopatrulhas e viaturas em toda a área do batalhão. A distribuição do policiamento considera a análise das manchas criminais e os locais que exigem maior atenção.
A PM orienta que emergências sejam comunicadas pelo 190 ou pelo aplicativo RJ 190. A corporação também recomenda o registro das ocorrências nas delegacias.


