RIO DE JANEIRO — O inquérito sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro foi concluído pela Polícia do Rio de Janeiro e será encaminhado ao Ministério Público, que deve oferecer denúncia à Justiça. Treze pessoas foram indiciadas no caso, ocorrido em Copacabana.
A investigação identificou cinco homens acusados de agredir o ciclista. David Santos Machado, segurança que usou um pedaço de pau; os entregadores Felipe Eduardo dos Santos e Ailton José da Silva; Jorge Luiz Ricardo Dias, também segurança; e Wellington Luiz Santos Souza foram indiciados por homicídio triplamente qualificado. Souza, apontado como autor de um chute na cabeça de Rafael, está foragido. Os outros quatro estão presos, e três confessaram participação.
As demais oito pessoas respondem por suspeitas relacionadas a omissão de socorro, lesão corporal, contratação de seguranças irregulares e exercício ilegal da profissão.
A polícia examinou 12 horas de imagens de câmeras de segurança. O material registrou as agressões, que incluíram sessenta e três pauladas e chutes. O laudo apontou hemorragia interna, lesões no baço e no rim, além de traumatismo cranioencefálico. Rafael tinha 37 anos.
Para o delegado Angelo Lages, a violência começou após uma suspeita de furto de bicicleta. “Eles resolveram investigá-lo e condená-lo à morte ali em Copacabana”, afirmou.


