DISTRITO FEDERAL — A ampliação do metrô, a construção de hospitais e a redução das filas na saúde pública concentraram as principais promessas do terceiro debate entre candidatos ao governo do Distrito Federal. Celina Leão não participou do encontro, realizado nesta terça-feira (8), e sua ausência foi criticada pelos adversários ao longo dos blocos.
A assessoria de Celina informou que ela não compareceu porque havia sido fortemente criticada pelos demais candidatos em debates anteriores. A eleição terá primeiro turno em 4 de outubro e, se houver necessidade, segundo turno em 25 de outubro.
O debate foi organizado em cinco blocos. Houve perguntas entre os candidatos com temas sorteados e livres, questionamentos de jornalistas da TMC, participação de moradores e considerações finais.
Saúde e transporte no centro das propostas
No primeiro bloco, os candidatos discutiram a relação com o governo federal, economia, microcrédito, transporte público, saúde e segurança. Ricardo Cappelli escolheu José Roberto Arruda para falar sobre a relação institucional com a União. Arruda defendeu o diálogo entre os governos, independentemente de diferenças políticas e ideológicas, e associou uma relação construtiva à possibilidade de enfrentar problemas como a crise envolvendo o BRB.
Paula Belmonte perguntou a Leandro Grass sobre economia e microcrédito. Ele propôs criar uma agência de fomento para ampliar o acesso de pequenos empresários, comerciantes e produtores ao crédito. Em seguida, Grass e Paula criticaram o transporte público do Distrito Federal e defenderam a expansão do metrô. Grass também prometeu ampliar os horários do sistema e implementar a tarifa zero.
Ao responder a Kiko Caputo sobre saúde, Cappelli criticou a gestão da área e prometeu auditar o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), contratar profissionais e eliminar as filas por meio do programa Fila Zero. No debate sobre segurança, Arruda e Kiko defenderam investimentos em tecnologia e a valorização das forças de segurança.
No bloco de temas livres, Arruda prometeu reduzir gastos, o número de secretarias e os cargos comissionados diante da situação financeira do Distrito Federal. Paula defendeu uma auditoria nas empresas de ônibus, a expansão do metrô e um aplicativo do GDF para motoristas de aplicativo. Cappelli também propôs um aplicativo, além de isenção de IPVA para motoristas de aplicativo e entregadores.
Os candidatos ainda discutiram auditorias na saúde e critérios técnicos para a escolha de administradores regionais. Ao ser questionado sobre o combate à corrupção, Grass criticou a atual gestão e defendeu o fortalecimento de mecanismos de transparência e controle. Um minuto adicional foi concedido aos participantes após um erro da organização em uma das interações.
Planos para hospitais, educação e segurança
Nas perguntas dos jornalistas da TMC, Arruda prometeu construir quatro novas linhas de metrô e cinco hospitais, além de melhorar a educação pública. Kiko Caputo apresentou a saúde como prioridade, prometeu quatro novos hospitais e a conclusão do Hospital do Câncer, além de defender um choque de honestidade na administração pública.
Paula Belmonte afirmou que pretende auditar a saúde e o IgesDF. Caso sejam identificadas irregularidades, disse que fará mudanças na administração dos hospitais. Também prometeu transferir para a Secretaria de Saúde o Hospital de Base, o Hospital de Santa Maria e o Hospital do Pôr do Sol, hoje sob gestão do instituto.
Grass apontou como prioridade a redução das filas da saúde pública até 2030. Entre suas propostas, citou a ampliação de creches, a regularização de áreas do Distrito Federal e a construção de moradias populares. Cappelli afirmou que o orçamento atual permitiria melhorar o atendimento e prometeu intervir na gestão da saúde, combater desperdícios e indicações políticas e zerar as filas de consultas, exames e cirurgias.
Moradores também apresentaram demandas. Arruda prometeu contratar 3 mil médicos e ampliar o funcionamento das unidades básicas de saúde após pergunta de um morador do Varjão. Para Taguatinga, Kiko defendeu mais policiais, tecnologia e câmeras de segurança. No Paranoá, Cappelli propôs elevar a oferta de educação em tempo integral dos atuais 7% para pelo menos 35% e realizar concurso para monitores de alunos com deficiência.
Grass prometeu instalar iluminação de LED e ampliar investimentos em infraestrutura e serviços públicos no Sol Nascente. No Guará, Paula mencionou o hospital ortopédico previsto para a cidade e tratou também de saúde mental e violência contra as mulheres.
Nas considerações finais, Arruda voltou a defender cinco hospitais, quatro novas linhas de metrô e a retomada das escolas de educação integral. Cappelli destacou sua experiência na administração pública e sua atuação como interventor federal na segurança pública do Distrito Federal após os ataques de 8 de janeiro. Kiko afirmou que pretende recuperar a saúde, a educação e o transporte público.
Grass voltou a criticar a ausência de Celina, citou a crise no transporte, os problemas na saúde e o caso envolvendo o BRB, além de reforçar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Paula encerrou defendendo honestidade, boa gestão, combate à corrupção, escola pública e o SUS.


