SÃO PAULO — Câmeras de segurança registraram a fuga dos homens que invadiram dois condomínios em Joaquim Egídio, distrito de Campinas (SP), na última quinta-feira (3). Encoberto por mata, o grupo atravessou uma cerca de arame; alguns integrantes pularam, outros passaram por baixo e um deles caiu durante a corrida.
A Polícia Civil identificou ao menos oito homens nas imagens e quatro armas de fogo, aparentemente dois revólveres e duas pistolas. Os suspeitos vestiam roupas escuras e usavam capuzes. Um carro chegou ao local com dois homens, que desceram e observaram a região quando o grupo já havia escapado.
As buscas tiveram apoio do Águia, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), do canil e de monitoramento remoto. A única localização registrada durante a operação foi a de uma camiseta preta, encontrada perto de uma represa.
Relação com outros casos
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) informou que os dois homens presos têm vínculos com integrantes de uma quadrilha que assaltou um condomínio em Monte Alegre do Sul, em janeiro deste ano. Um dos detidos também confessou participação na invasão de Joaquim Egídio e admitiu envolvimento em outro roubo a condomínio em Cabreúva (SP).
O suspeito detido na sexta-feira (4) já era alvo de mandado de prisão temporária pelo caso de Cabreúva. Ele foi localizado em uma área de mata depois que funcionários de uma fazenda próxima perceberam sua presença. Houve luta corporal antes da prisão, e a Polícia Militar o levou à delegacia.
Eduardo Pacheco da Silva, de 35 anos, foi preso na noite da invasão em uma Fiat Fiorino. Segundo a polícia, o veículo transportava munições e equipamentos que seriam usados pelo grupo. Detido por porte ilegal de arma, ele foi liberado após pagar fiança. O inquérito será encaminhado à DIG para análise junto das investigações.
Como ocorreu a invasão
O delegado Marcel Fehr afirmou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (8), que o grupo era formado por criminosos da zona Sul da capital paulista, de bairros como Paraisópolis e Jardim São Luís. A investigação indica que os homens entraram em um condomínio e depois seguiram para um empreendimento vizinho.
Segundo a polícia, eles circularam pelas ruas internas procurando imóveis com acesso mais fácil. Ao menos duas casas tiveram tentativa de invasão; em uma delas, um vidro foi quebrado, mas os criminosos não conseguiram entrar. Nenhum morador foi rendido e não houve roubo.
“Não havia um alvo pré-determinado”, disse Fehr. A DIG informou que os homens procuravam residências de interesse e com maior facilidade de ingresso.


