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Política

Zema diz que pedido do Novo levou ao afastamento do chefe da PF

Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos celebraram a decisão do STF contra Andrei Rodrigues, ligada a relatório interno da Polícia Federal.

Zema diz que pedido do Novo levou ao afastamento do chefe da PF
Foto: Folhapress

Romeu Zema afirmou que o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal ocorreu após uma solicitação do Novo, partido do ex-governador, relacionada a menções ao delegado encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A medida foi determinada nesta terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Conseguimos o afastamento do chefe da PF”, escreveu Zema em uma publicação na rede social X. Em seguida, acrescentou que, enquanto outros apenas falam, seu grupo atua.

Ronaldo Caiado, do PSD, também apoiou a decisão e foi o único dos três presidenciáveis a mencionar Mendonça nominalmente. O governador de Goiás classificou o ato como uma decisão firme e corajosa e defendeu que as instituições de Estado atuem com imparcialidade e respeito à Constituição. Para ele, o país precisa de uma postura firme no STF e nas demais instituições.

O vice de Caiado, Gilberto Kassab, foi implicado no caso Master depois da divulgação de uma proposta de delação de Vorcaro, rejeitada pela PF. O empresário teria articulado o pagamento de propina, por meio de doação eleitoral, às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas para a Presidência da República e o governo de São Paulo em 2022. Kassab e Tarcísio negaram o ocorrido.

Renan Santos, do Missão e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), comemorou a queda de Rodrigues em vídeo divulgado por sua equipe no WhatsApp. Ele criticou tanto bolsonaristas quanto lulistas pelas reações ao afastamento e afirmou que os grupos polarizados não demonstram vontade concreta de mudar o Brasil.

O afastamento está relacionado a um relatório interno da PF usado por Alexandre de Moraes para pedir a investigação de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos do Banco Master e do INSS.

A decisão foi encaminhada à segunda turma do STF, que formou maioria pelo afastamento depois de Luiz Fux e Nunes Marques anteciparem seus votos. Gilmar Mendes pediu vista. Mendonça afirmou que o relatório era surreal e inimaginável e disse que ele também apontava monitoramento de Jorge Messias, chefe da Advocacia-Geral da União, e do próprio ministro por pelo menos 30 dias ainda neste ano. Na última semana, Edson Fachin determinou que Mendonça, Moraes, Rodrigues e Paulo Gonet prestassem informações sobre diálogos com Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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