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Polícia reúne depoimentos e vídeos na apuração da morte de Isabelle Caracristi

João Munhoz Neto está preso preventivamente, enquanto a Polícia Civil investiga violência psicológica e indução ao suicídio.

Polícia reúne depoimentos e vídeos na apuração da morte de Isabelle Caracristi
Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil analisa cerca de 700 vídeos, extrai dados de celulares e já ouviu mais de 10 testemunhas na investigação sobre a morte da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos. O caso completa duas semanas neste domingo (27), e permanece em aberto, com outras linhas de investigação ainda não totalmente descartadas.

João Munhoz Neto, namorado de Isabelle, está preso preventivamente e é investigado por violência psicológica e indução ao suicídio. A prisão foi mantida pela Justiça Estadual após audiência de custódia.

Perícia e primeiros depoimentos

Isabelle foi encontrada morta por volta de 20h40 de 13 de setembro, na área comum de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. A Polícia Militar chegou primeiro ao local, acionada pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). Depois, equipes da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e do 2º Distrito Policial fizeram os levantamentos iniciais.

O perito-geral da Pefoce, Júlio Torres, informou que foram examinados o apartamento onde Isabelle morava com João e o rooftop do prédio. Também foram realizadas coletas de impressões digitais, DNA e registros fotográficos. No apartamento, não foram identificados sinais de violência ou briga. Na cortina de vidro, a perícia encontrou apenas a digital de João, sem detectar a de Isabelle.

A hipótese de suicídio foi levantada pelo perito criminal durante os primeiros exames no rooftop. O corpo chegou à Pefoce já identificado, mas a família só tomou conhecimento da morte no dia seguinte e fez o reconhecimento na sede do órgão.

Relatos da família e atuação de João

Cinco dias depois da morte, a mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, afirmou nas redes sociais que não havia sido informada sobre o ocorrido e que não obtivera respostas sobre a dinâmica e a causa da morte. Ela disse ter visto a filha pela última vez na tarde de domingo (13), antes de Isabelle ir à casa do namorado.

Em depoimento, João afirmou que pediu ao irmão que ligasse para Isorlanda porque estava abalado para falar com ela. Segundo ele, a conversa durou aproximadamente 22 segundos e foi encerrada pela própria mãe de Isabelle. João também relatou que a cunhada enviou mensagens com informações sobre a morte.

A Polícia Civil disse que João não colaborou com a apuração. Conforme o delegado-geral Márcio Gutiérrez, ele voltou ao condomínio no dia seguinte para buscar o celular de Isabelle, enquanto o apartamento teria sido limpo e colocado à venda. O investigador afirmou que João deixou o local com malas, mudou de endereço e só compareceu à delegacia 8 dias após a morte, acompanhado de advogada.

Prisão e novas oitivas

João prestou depoimento na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro de Fátima, em Fortaleza, na noite da última segunda-feira (21). Ele declarou que foi sozinho à missa no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em 13 de setembro e que colocou o celular no modo silencioso. Ao retornar ao aparelho, disse ter visto as últimas mensagens de Isabelle depois do horário da morte.

Na terça-feira (22), João foi preso pela Polícia Civil em um apartamento na Avenida Santos Dumont, na Aldeota. Ele foi levado à Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), no Centro. A polícia apontou indícios de violência psicológica e comportamento controlador, com relatos de restrições à convivência de Isabelle com outras pessoas.

“Os depoimentos apontam relacionamento abusivo, violência psicológica”, afirmou Márcio Gutiérrez. Segundo o delegado-geral, testemunhas também relataram limitações para que Isabelle saísse sozinha de casa.

Entre as pessoas ouvidas estão uma diarista que trabalhava na residência de João, familiares dele, amigos do irmão, um casal que estava na piscina do condomínio e o ex-namorado de Isabelle. A diarista esteve no imóvel em 15 de setembro, mas, conforme sua advogada, não limpou a residência nem alterou a cena. A Polícia Civil continua analisando os depoimentos, as imagens e os dados dos aparelhos celulares.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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