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Polícia analisa câmeras e ouve testemunhas sobre morte de Isabelle Caracristi

Pefoce informou que exames não encontraram substâncias de interesse toxicológico; causa e dinâmica da morte ainda são investigadas.

Polícia analisa câmeras e ouve testemunhas sobre morte de Isabelle Caracristi
Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Ceará já ouviu quatro pessoas e tem outros quatro depoimentos agendados na investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, em Fortaleza. Imagens de câmeras do condomínio onde ela morava também estão sendo analisadas, informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou que os exames laboratoriais realizados na vítima não identificaram substâncias de interesse toxicológico. A perícia também encontrou lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”, mas a causa e a dinâmica da morte ainda não foram determinadas.

Isabelle foi localizada morta no pátio do condomínio, no bairro Aldeota, na noite de domingo (13). Conforme os dados reunidos durante o atendimento, o óbito ocorreu na mesma data, por volta de 20h40. Uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce foi chamada ao local na noite de 13 de setembro.

A SSPDS afirmou que as atividades da Polícia Civil e da Perícia Forense continuam. A secretaria informou que será necessário concluir as investigações para estabelecer como a morte aconteceu.

Relato da família

A mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo na sexta-feira (18), cobrando explicações e justiça. Segundo o relato, a filha havia mencionado dores no pescoço e pretendia passar o fim de semana com a mãe antes de morrer.

No sábado, dia 12 de setembro, as duas foram ao aniversário de um familiar. No domingo, Isabelle disse que iria a uma missa e a uma procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza, com o namorado e a mãe dele. Isorlanda afirmou que a filha recebia muitas mensagens do namorado e que considerava o comportamento dele controlador.

A professora contou que deixou de ter notícias da filha naquela noite. Isabelle teria enviado duas mensagens: uma sobre uma comida deixada na airfryer e outra dizendo “Mãe, eu te amo”. Depois, não respondeu às novas tentativas de contato. Na manhã da segunda-feira (14), Isorlanda tentou falar com o namorado por ligações e mensagens.

Ao chegar ao prédio com o irmão, a mãe relatou que foi informada pela síndica de que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo fora levado à sede da Perícia Forense. Ainda conforme o relato, o namorado e a mãe dele não enviaram mensagens nem compareceram ao velório ou ao enterro.

Relação e estágio

Isorlanda disse que a filha cursava o segundo semestre de Direito e havia começado, em julho, um estágio em um escritório de advocacia de Fortaleza. Foi nesse período que Isabelle conheceu o namorado, apresentado pela mãe como um dos sócios do escritório. A professora afirmou que o relacionamento começou menos de dez dias depois do início do estágio.

O escritório informou, em nota, que João Munhoz exerceu “exclusivamente atividades de natureza administrativa” e deixou de prestar serviço à empresa. Também declarou que Isabelle trabalhou no local por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal”.

De acordo com Isorlanda, o relacionamento provocou preocupações na família. Ela afirmou que o namorado demonstrava comportamento controlador, pediu o cartão de crédito de Isabelle para uma cirurgia e falou em usar o nome dela para abrir uma empresa. A professora também relatou que os dois discutiam com frequência, mas que tentou permanecer próxima da filha.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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