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Exames sobre tiro e celulares integram investigação da morte de técnica em Embu

Polícia Civil mantém sob apuração a hipótese de intervenção de outra pessoa e aguarda perícias no casal, na arma e no local.

Exames sobre tiro e celulares integram investigação da morte de técnica em Embu

A Polícia Civil aguarda exames nas mãos de Larissa da Cruz Morata e Vinícius Costa Silva para esclarecer as circunstâncias da morte da técnica em radiologia, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Também serão analisados a arma e o local do disparo.

O soldado da Polícia Militar está preso temporariamente e nega envolvimento na morte. Ele afirmou à polícia que Larissa tirou a própria vida depois que ele pediu a separação. A família dela contesta essa versão e suspeita de feminicídio.

Elementos sob análise

A arma, uma pistola Taurus calibre .357, foi localizada sob o corpo da vítima e apreendida com carregador, munições, coldre e estojo de munição. O equipamento pertencia ao policial.

A perícia preliminar indicou que o tiro atingiu a parte posterior da cabeça, acima da orelha esquerda, e atravessou o corpo da esquerda para a direita. Como Larissa era destra, os investigadores consideraram improvável que ela tivesse efetuado o disparo. A delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pelo caso, afirmou: “observou alguns dados curiosos em relação à trajetória desse projétil e à forma como essa mulher veio a óbito”.

A ocorrência foi registrada como morte suspeita. De acordo com a delegada, a prisão também considerou depoimentos e a colaboração do marido em relação aos fatos. A investigação, segundo ela, não permitia concluir inicialmente que o caso era suicídio, e a possibilidade de participação de outra pessoa permaneceu em apuração.

Os exames residuográficos feitos nas mãos de Larissa e Vinícius deverão ser confrontados com a perícia da arma e as análises do cenário para verificar a compatibilidade da cena com suicídio ou com a intervenção de uma terceira pessoa.

Celular e relatos

O policial não forneceu a senha do celular apreendido e, conforme a investigação, não queria entregar o aparelho aos investigadores. Policiais suspeitam que mensagens trocadas com Larissa possam ter sido apagadas.

Thamires Costa Martins, irmã do PM, estava na residência antes do disparo. Ela permanecia no imóvel com o filho de 2 anos do casal e relatou ter ouvido Larissa e Vinícius conversarem sobre o fim do relacionamento.

O advogado Roberto Montanari, que defende o soldado, disse que Vinícius “desde o primeiro momento relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida”. A defesa afirma ainda que ele e Larissa mantinham boa relação e compartilhavam o cuidado e o afeto pelo filho, sem histórico anterior de violência.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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