Uma publicação com fotografias da infância levou Isabela Machado a retomar o contato com Gabriela Arantes, amiga que ela não via havia pelo menos 25 anos. A médica radiologista não sabia o sobrenome, a profissão nem onde Gabriela morava, mas decidiu reunir as lembranças que ainda guardava e pedir ajuda nas redes sociais.
A identificação ocorreu em menos de 20 horas. Uma amiga de uma amiga reconheceu Gabriela nas imagens, e o vídeo chegou até ela. Gabriela então enviou uma mensagem privada para Isabela. As duas trocaram números de telefone e voltaram a conversar.
O reencontro presencial ainda não aconteceu porque Isabela está viajando. Elas, porém, já planejam se encontrar nos próximos dias.
As lembranças da infância
A decisão de procurar Gabriela veio depois que Isabela viu fotos do marido com amigos do jardim de infância. Ela percebeu que conhecia aquelas pessoas e que algumas continuavam presentes na vida dele e também haviam se tornado suas amigas.
Ao rever os próprios registros, encontrou imagens ao lado de Gabriela e se entristeceu por não manter contato com ela. “Vi minhas fotos com a Gabi na escola e fiquei muito triste por não tê-la por perto também”, contou Isabela.
As duas estudaram juntas por poucos anos e se tornaram melhores amigas. Quando Isabela tinha 7 anos, mudou-se de cidade, mas continuava visitando Gabriela em Goiânia durante as férias.
Parte importante dessas memórias está ligada à casa de Gabriela, onde funcionava a floricultura da mãe dela. Em uma visita posterior, Isabela descobriu que a amiga já não estava no local. A distância aumentou depois que o irmão de Gabriela foi transferido para Santa Catarina. Na época, sem Orkut, Facebook, Instagram ou WhatsApp e sem o sobrenome da amiga, Isabela perdeu o contato.
Uma descoberta inesperada
Hoje, Isabela vive em Goiânia e Gabriela em Nerópolis. A médica descobriu, portanto, que as duas moram praticamente na mesma região. Gabriela também publicou imagens de como era a floricultura da mãe, um cenário ligado à infância das duas.
A repercussão do vídeo levou outras pessoas a compartilhar lembranças sobre amigos de infância, incluindo histórias de relações que resistiram ao tempo, foram interrompidas ou não chegaram a ser retomadas. “Eu tive sorte de encontrá-la e ela ser ainda mais bacana do que já era”, disse Isabela.


