SÃO PAULO — O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou neste domingo (20) que busca o apoio das grandes empresas de tecnologia para aplicar leis de proteção de crianças na internet e estabelecer regras para a inteligência artificial (IA).
Durante uma visita à Califórnia, Albanese se reuniu no sábado (19) com Tim Cook, ex-CEO da Apple. Após o encontro, realizado na sede da empresa, o premiê disse que a Austrália não consegue proteger sozinha as crianças dos riscos presentes na internet.
Nas redes sociais, Albanese afirmou que o país está adotando regras mais rígidas para manter os australianos em segurança e que empresas como a Apple apoiam as medidas. Ele também disse que Cook considera as restrições australianas para redes sociais uma referência mundial.
Um porta-voz da Apple remeteu a uma publicação de Cook no X. Nela, o executivo afirmou estar grato pela oportunidade de compartilhar com Albanese inovações recentes, incluindo controles para ajudar a manter as crianças seguras na internet.
Neste mês, a Austrália apresentou um plano para permitir que usuários de redes sociais escolham o conteúdo exibido em seus feeds. Em dezembro de 2025, o país se tornou o primeiro a proibir o uso dessas plataformas por menores de 16 anos. Outros governos adotaram medidas semelhantes neste ano, e a Comissão Europeia propôs mais recentemente uma proibição para menores de 13 anos.
A visita de Albanese aos Estados Unidos ocorre em meio a divergências entre líderes do setor sobre a velocidade de desenvolvimento da IA. O primeiro-ministro australiano afirmou que a tecnologia apresenta riscos que precisam ser reduzidos e defendeu um debate sobre regras globais para sua implementação.
Para Albanese, o avanço da IA exige medidas que garantam a permanência dos seres humanos no controle. As declarações contrastam com a posição do presidente Donald Trump, que minimizou as preocupações com a tecnologia e considerou desnecessárias regras adicionais.


