RIBEIRÃO PRETO — A cidade registrou, em média, 61 milímetros de chuva nos primeiros 15 dias de setembro, o equivalente a 88% dos 69 milímetros previstos para todo o mês. Os dados são de levantamento da Climatempo com base em diferentes estações meteorológicas do município.
Os volumes variaram entre os pontos de medição. No Jardim Salgado Filho, foram acumulados 75,1 milímetros entre os dias 1º e 15, acima da média mensal. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) registrou 52,6 milímetros em Bonfim Paulista e 52,2 milímetros no Centro.
A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, afirmou que a primeira quinzena foi mais chuvosa do que o habitual. Setembro costuma marcar a transição entre os períodos seco e chuvoso e ainda apresenta pouca chuva no Norte do estado de São Paulo. A previsão é de novas pancadas na região de Ribeirão Preto durante a segunda quinzena.
A frequência das precipitações foi associada pela Climatempo à passagem de frentes frias, à atuação de áreas de baixa pressão e ao deslocamento de uma corrente de vento quente e úmido vinda da Amazônia. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também relacionou os acumulados à presença de uma frente fria, de um ciclone extratropical e de instabilidades na Região Sudeste.
Mudança na rotina
A sequência de dias chuvosos e a oscilação das temperaturas fizeram moradores sair de casa com capas, sombrinhas e blusas. O ourives Ariovaldo Malaguti disse que tem alternado o uso de capa de chuva e blusa de frio ao longo do dia. Para ele, a chuva também reduz as condições favoráveis às queimadas.
A aposentada Reginalda Alves da Silva passou a carregar sombrinha, botas e blusa de frio. Já o cromador Eraldo Cesar da Silva afirmou que as mudanças de temperatura dificultam a decisão sobre os programas de lazer.
Segundo a Climatempo, novas pancadas podem ocorrer na região até o fim de setembro. O Inmet prevê que áreas do estado de São Paulo acumulem entre 20 e 70 milímetros no período de 15 de setembro a 1º de outubro. O instituto informou que será preciso acompanhar a evolução das chuvas até o fim do mês para comparar o acumulado à média histórica.


