O atual El Niño alcançou a categoria muito forte no trimestre de agosto a setembro, com uma variação de temperatura de 1,7°C na principal área usada para monitorar o fenômeno. No último mês, a região Niño-3.4 ficou 2,1°C acima da média, informou o Copernicus nesta segunda-feira (12).
A agência climática Noaa, dos Estados Unidos, afirmou na semana passada que há 100% de chances de o evento se tornar muito forte a partir de novembro. A classificação é aplicada quando o aquecimento da superfície do Pacífico equatorial supera 2°C. O fenômeno é considerado forte entre 1,5°C e 2°C, moderado entre 1°C e 1,5°C e fraco quando a variação fica entre 0,5°C e 1°C.
Marcas de temperatura
Em setembro, a superfície do mar na área Niño 3.4 chegou a 29,7°C, o maior valor registrado para a região. A marca ficou acima dos máximos observados nos períodos de 1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016, segundo o serviço europeu.
O Copernicus, porém, disse que ainda não é possível afirmar que este seja o El Niño mais intenso já registrado. A elevação das temperaturas dos oceanos provocada pelas mudanças climáticas dificulta a comparação entre episódios recentes e anteriores, porque pode fazer os eventos atuais parecerem mais fortes.
A temperatura média da superfície do mar também bateu recorde em setembro: 21,05°C, acima do máximo anterior de 20,9ºC, registrado no mesmo mês de 2023. No conjunto do planeta, setembro foi o segundo mês mais quente da história, com temperatura média do ar de 16,27ºC.
O El Niño começou em junho e ocorre quando as águas superficiais do Pacífico leste, na região da linha do Equador, ficam mais quentes do que a média. A La Niña é caracterizada pelo resfriamento dessa mesma área em relação ao normal.


