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Startup de Florianópolis cultiva microverdes com tecnologia e fatura R$ 50 mil mensais

Empresa produz 25 espécies em ambiente controlado, atende 95 pontos de venda e prepara expansão por franquias.

Startup de Florianópolis cultiva microverdes com tecnologia e fatura R$ 50 mil mensais
Foto: Reprodução/PEGN

Uma fazenda vertical instalada em uma sala comercial produz 25 espécies de microverdes e movimenta R$ 50 mil por mês. A operação, comandada pela advogada Laíla Ribeiro e pelo engenheiro de produção Leonardo Corrêa, fornece hortaliças para 95 pontos de venda, entre restaurantes e supermercados.

Os microverdes são colhidos nos primeiros estágios de desenvolvimento e vendidos vivos, ainda plantados em substrato. O cultivo é realizado em ambiente fechado, com controle de iluminação, irrigação e temperatura. Entre as variedades produzidas estão brócolis, rúcula, rabanete e repolho roxo.

O casal deixou São Paulo e se mudou para Florianópolis em busca de mais qualidade de vida. Sem formação em agronomia, os dois começaram a estudar hidroponia, cultivos protegidos e modelos de startups há sete anos, antes de iniciar o negócio. “O que nos encantou foi a possibilidade de produzir alimentos de qualidade próximos das pessoas”, diz Laíla.

Tecnologia para planejar a produção

Um aplicativo desenvolvido pelos próprios empreendedores acompanha as etapas da fazenda e organiza o plantio. A ferramenta considera as 25 espécies, os diferentes períodos de cultivo e os pedidos de cerca de 100 clientes recorrentes para definir o momento de preparar cada bandeja.

A empresa trabalha com produção sob encomenda. Com isso, o volume plantado é ajustado à demanda, reduzindo as perdas e fazendo com que quase toda a produção chegue ao consumidor. A estrutura tem nove funcionários e capacidade para entregar cerca de 1.500 unidades de microverdes por semana. Cada módulo reúne aproximadamente 300 bandejas.

A startup também desenvolveu um biofilme hidrossolúvel com sementes incorporadas, colocado sobre uma manta de fibra de coco. A solução busca acelerar a germinação e tornar o desenvolvimento das plantas mais uniforme. O pedido de patente já foi protocolado e está em análise.

Investimentos e expansão

A empresa recebeu R$ 400 mil em aporte-anjo em 2022. Dois anos depois, obteve mais R$ 702 mil pelo programa Tecnova, que reúne recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Os recursos foram destinados ao avanço da tecnologia própria e ao aumento da capacidade produtiva.

Os produtos são usados em sanduíches, massas, risotos, carnes e refeições rápidas. Além do sabor e da textura, os microverdes são associados a valor nutricional, alimentação saudável, rastreabilidade e frescor.

Com a operação estabelecida em Florianópolis, Laíla e Leonardo planejam levar o modelo a outras localidades por meio de franquias. “Nosso sonho é levar microverdes de alta qualidade para todo o país”, afirmam.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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